Opinião
Varejo contra o crime
| Sergio Medeiros | Presidente FCDL SC
A recente perda de um companheiro lojista no Sul do estado, vítima de covardia praticada por menor de idade, mostrou que a criminalidade atingiu níveis intolerantes e que devemos nos mobilizar com urgência e permanentemente. Luiz Ceolin Isidoro, 49 anos, proprietário de uma pequena joalheria em Forquilhinha, era vice-presidente da CDL local e sua morte ilustra os riscos a que estão expostos os comerciantes de micro, pequeno e médio porte. Os estabelecimentos comerciais têm mercadorias, dinheiro vivo ou cheques - e isso é tudo o que precisam os assaltantes, que agem com violência contra os proprietários e seus familiares. O pequeno varejo tem limitações na autoproteção e por isso são tão suscetíveis, em especial nas menores cidades. Na periferia das cidades maiores, muitos pontos de venda já trabalham com grades durante o dia e cerram as portas tão logo anoitece e perderam a conta de quantas vezes foram assaltados. A quadrilha que matou nosso colega no Sul do estado agiu com premeditação, desprezou as câmeras de segurança e tinha menores de idade na linha de frente, como é recorrente no crime organizado. Não podemos ficar calados ou inertes diante de tamanha brutalidade e ousadia dos criminosos. Precisamos que o governador redobre os seus esforços na oferta de policiamento ostensivo, além de preparar e equipar a polícia investigativa e ampliar os sistemas de vigilância em áreas públicas. Em paralelo, a comunidade empresarial deve iniciar uma mobilização junto aos parlamentares federais para que promovam reformas no código Penal, por demais brando em relação aos crimes contra a vida - e o código Processual, que permite chicanas jurídicas que preservam autores de crimes bárbaros. É preciso revisar também as leis que definem como as penas serão cumpridas, impedindo que estendam benefícios a quadrilheiros reincidentes. Nossa mobilização é um esforço pela vida dos cidadãos de bem.






