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Política

segunda | 17/10/2011 23:44:00

Textos: Stéphanie Pizzolatti Fotos: Rodrigo Medeiros

Traçado da Via Rápida não será alterado

Traçado da Via Rápida não será alterado Ampliar Imagem

Os projetos Via Rápida e Anel de Contorno Viário foram apresentados, na noite de hoje, na sede da Associação Empresarial de Criciúma (Acic). A discussão central ficou em torno do primeiro projeto. O presidente do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), Paulo Meller, reafirmou que a obra é prioridade para o Governo do Estado e seu financiamento está praticamente garantido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) 6. Apesar de sugestões a respeito de alguns pontos do projeto, ele não será modificado. “Se mudarmos uma curva sequer precisaremos de nova licença ambiental e corremos o risco de a obra ser retirada do BID”, sustenta Meller.

Moradores do Jardim Maristela protestam 

As principais manifestações vieram dos moradores do Bairro Jardim Maristela. Segundo presidente da Associação dos Moradores, Stefano Felippe, a comunidade não é favorável ao traçado da Via Rápida. “Além de ser um bairro residencial, não haverá saída para o fluxo de veículos que será transferido para o local”, defende. “Nós nunca fomos favoráveis e assinamos com a Secretaria Regional como uma forma de tentar melhorar a situação, já que não existe outra solução. Depois, isso foi levado ao Ministério Público para que fosse um agente intermediador. O Meller afirma que o acordo está cumprido religiosamente no projeto, mas é preciso tê-lo na íntegra para poder avaliar isso. É por isso que precisamos cobrar prazos para apresentação do projeto final”, acrescenta. 

Segundo Meller, após a realização da audiência publica para apresentação do projeto, que é uma norma do Deinfra, ele segue para seu fechamento final. “O projeto da Via Rápida será enviado ao escritório do BID em Washington (EUA) e os engenheiros já adiantaram ao Governo Estadual que dificilmente ele não será aprovado. Com o sinal positivo do BID, já iniciaremos o processo de licitação em fevereiro de 2012. Esta ação leva em torno de 90 a 120 dias, mesmo tempo de tramitação do Senado. Sendo assim, ao ser aprovado pelo Senado, já podemos assinar a ordem de serviço”, explana. “A partir disso, ela deve ser concluída em torno de dois anos. O custo ainda não está definido devido as mudanças solicitadas pelo BID e que estamos orçando ainda, mas a cifra deve girar entre R$ 70 milhões ou R$ 90 milhões”. O BID solicitou que os viadutos e elevados não fossem substituídos por rótulas e determinou a construção de passagens de nível, fazendo com que o veículos transitem de um lado para outro sem cruzar a rodovia.

Ajustes no Anel Viário ainda serão discutidos

Diferentemente da Via Rápida, o Anel Viário ainda precisa de liberação ambiental. “Dentro de 30 dias vamos ter o final projeto final nas mãos e entraremos com pedido de licença ambiental. Quanto a sua liberação já não podemos prometer prazos porque é a Fundação do Meio Ambiente (Fatma) que tem essa responsabilidade”, afirma Meller. Uma reunião ainda será realizada na sexta-feira, às 14h, na prefeitura, com os moradores do Bairro São Simão para discutir alguns ajustes referentes ao projeto.

O trecho que falta da obra, que liga as imediações da Sociedade Recreativa Mampituba até a Unesc, passando pelo bairro Vila Zuleima, foi um ponto bastante abordado. Meller informa que metade dessa obra, do Mampituba ao condomínio Moradas da Colina, deve ser iniciada logo, pois o Governo Federal já comprometeu-se com R$ 12 milhões. A segunda parte será licitada e construída em uma outra etapa.