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Opinião

terça | 25/10/2011 06:00:00

Superando o estigma da ideologia

Olvacir Bez Fontana - Presidente da Acic - Associação Empresarial de Criciúma

o mundo vive um período de indefinição e mudança. Por conta da crise que se instala em países europeus e até nos Estados Unidos, o Brasil surge novamente como um candidato a mostrar todo seu potencial e rumar ao patamar do desenvolvimento pleno, com crescimento efetivo do PIB e do nosso poder econômico. É em meio a este cenário que precisamos olhar, analisar e tomar a decisão mais importante de nossa história: sair das garras da ideologia e do protecionismo estatal que ainda impera na maioria das sociedades da América Latina, incluindo-se aí, o nosso país.
Mas por que isso ainda acontece? Porque temos a cultura de achar que cabe ao Governo resolver nossos problemas e, por conta disso, transferir sua ingerência para nossas vidas de maneira quase que ge-neralizada. Dependemos do Governo para estudar, para termos saúde, para termos infraestrutura e para termos financiamentos. Li, gostei e indico a entrevista do cientista político Ian Bremmer, na Veja de 5 de outubro, que faz uma longa análise das oportunidades e ameaças que o país vive neste momento conturbado da economia mundial. Destaco, em especial, sua precisão quando diz que muitas empresas não devem deixar seu foco principal: a inovação, a eficiência e o lucro, sob pena de seguirem guiadas por interesses eleitorais e sofrerem danos irreversíveis a sua autonomia.
A realidade, meus senhores, é esta. Nossas empresas engordando um Estado com impostos, e crescendo e inovando de maneira tímida. Mas o momento da mudança está posto. Queremos uma sociedade menos ideológica e mais pragmática. Uma sociedade que se permita gerir por conta própria, sem o paternalismo e influência dos governos. Tenho a plena convicção de que o empresariado brasileiro tem a capacidade e a maturidade de seguir sozinho seus negócios, buscando o conhecimento e a tecnologia. Penso que esta virada de pensamento sim é revolucionária. A dependência do Governo em tudo só nos atrofia e nos torna mais escravos de seus humores. Mas você deve estar se questionando, afinal qual seria o papel do Governo? A resposta é: um papel coadjuvante. Um papel de motivador, de incentivador, permitindo que a comunidade busque seus canais de desenvolvimento. Não um interventor, um devorador de impostos, como estamos vendo ao longo da nossa história.
Hoje a nossa realidade está cheia de oportunidades, uma nova forma com que as empresas precisam pensar seus negócios. Aproveite suas oportunidades e conquiste seu futuro. A verdade e a realização estão nas oportunidades. Não as perca. Não espere pelo Governo.