Economia
Textos: Redação Fotos: Renan Medeiros
Se o cliente está na fila, ele precisa ser atendido
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Com a greve dos bancários, as filas das casas lotéricas, especialmente em época de pagamentos de contas, são ainda maiores do que o habitual. Nessa situação, às vezes, o estabelecimento encerra o expediente antes de atender a todos os clientes na fila.
Isso aconteceu com a cozinheira Maria Nazaré Mariano. Ela relata que esperou cerca de uma hora e meia na fila de uma casa lotérica de Criciúma e, pouco antes de ser atendida, o estabelecimento fechou.
“A gente trabalha o dia todo e tem contas com prazos para pagar. Pegar uma fila enorme para, no fim, não ser atendida é complicado, porque depois somos nós quem pagamos os juros”, lamenta. Na tarde dessa segunda-feira, logo depois do trabalho, Maria Nazaré entrou numa fila em que já havia 57 pessoas na frente para pagar as contas.
Segundo a coordenadora do Procon de Criciúma, Nadir Ferreira Zappellini, a empresa precisa atender a todos os clientes que estão na fila. “Eles precisam se colocar no lugar do consumidor que está ali esperando”, resume. “O correto é limitar o número de pessoas na fila ou, quando se vê que não será possível atender a mais clientes do que os que estão ali, avisar para que ninguém mais entre na fila”, explicou.
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