Geral
Textos: Decom / João Pedro Alves Fotos: Tiago Maciel
Ruas com o suor dos detentos
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Expectativa de futuro para apenados e alegria para moradores das ruas contempladas, o projeto Pavitotal vem significando novos tempos para seus 27 integrantes. São detentos que trabalham na confecção de 500 metros quadrados de lajotas nas quatro fábricas instaladas no presídio Santa Augusta, em Criciúma, e na Penitenciária Sul em Araranguá.
"É uma oportunidade de capacitação que a gente tem e de vencer a discriminação da sociedade para arrumar um emprego depois", conta S.B., pintor de Laguna que está nos últimos tempos de uma pena de nove anos e oito meses de detenção. Da fábrica, S. ganha salário mínimo e cesta básica, itens que vão para sua mulher e dois filhos.
"Detento sem trabalho dá problemas e aqui eles se ocupam o dia inteiro e o que mais querem à noite é descansar", conta o gerente do Santa Augusta, Jovino Zanelato. Há fila de espera de detentos esperando vaga no projeto. "Todos os que trabalham na fábrica voltaram após a saída temporária de final de ano", comenta Zanelato, exemplificando a disciplina que eles ganham com o trabalho.
Desde o início das operações as fábricas já produziram 40 mil metros quadrados de lajotas, suficientes para pavimentar 24 vias. A meta em 2012 é chegar a outras 200 ruas de Criciúma. "Queremos instalar mais uma fábrica do Pavitotal em cada presídio", informa o coordenador do projeto, Jean Batista Custódia.






