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Política

quinta | 29/09/2011 16:49:00

Fotos: Colaboração: Daniela Niero

Representante da Confer é ouvido como informante na CPI

Representante da Confer é ouvido como informante na CPI Ampliar Imagem

Das duas construtoras previstas para prestarem depoimento na reunião desta quinta-feira, apenas o representante da Construtora Fernandes (Confer) foi ouvido na CPI que investiga as obras relacionadas ao saneamento básico, na Câmara de Vereadores. Conforme explicado pela secretária da Comissão, o proprietário da Construtora Setep não foi localizado para intimação. A deliberação aprovada foi de convocar a comparecer no próximo encontro da CPI, na segunda-feira, às 13h30min, qualquer representante legal da empresa.

Em relação ao depoimento do empresário Moacir José Fernandes, o proprietário da construtora foi ouvido somente como informante, pois é cunhado de um dos integrantes da Comissão, o vereador Itamar da Silva (PSDB). Sobre a participação da Confer na repavimentação das ruas que receberam a canalização do esgoto, Fernandes contou que, no início, foi terceirizado pela empresa Itajuí para atuar em ruas do Bairro Pio Correa, porém, em função de não concordar com compactação que estava sendo feita, parou os trabalhos, pois achou que jogaria material fora.

Segundo o informante, posteriormente, quando a Prefeitura assumiu a repavimentação, a Confer, então, voltou a atuar na recomposição das vias, num momento em que foi lhe pedido caráter de emergência, pelo estado em que a cidade encontrava-se, com muitas ruas abertas. Questionado pela relatora da CPI, vereadora Romanna Remor (DEM), sobre se havia feito alguma obra sem passar por licitação, o empresário não soube precisar a informação, pois sua empresa conta com contratos permanentes com a administração municipal.

Diante disto, a vereadora declinou de perguntas, enquanto o presidente da Comissão, o vereador Douglas Mattos (PCdoB), questionou Fernandes apenas sobre se os trabalhadores que aturam na repavimentação eram funcionários de sua empresa ou terceirizados. O informante respondeu que no caso de lajotas, sim, terceiriza o serviço, porém, quanto às ruas de Criciúma, somente atuou na colocação de asfalto, com seus próprios empregados. Após a declaração, Moacir José Fernandes foi dispensado.

Entre as deliberações aprovadas na reunião da CPI, o vereador e membro, Itamar da Silva, solicitou cópia de todos os atos e atas aprovadas até o momento. Já a vereadora Romanna Remor, pediu que seja marcada reunião da Comissão, na próxima segunda-feira, às 10h, para leitura e aprovação das atas dos encontros anteriores. Enquanto o vereador Douglas Mattos, sugeriu que não seja mais intimado o senhor Pedro Bachinski, pois já apresentou dois atestados médicos à Comissão.

Por outro lado, também proposto pelo presidente da CPI, ficou aprovado que, até às 18h de sexta-feira, todos os cidadãos de Criciúma têm a possibilidade de protocolar na secretaria da Câmara quaisquer informação que queiram repassar à investigação. A maioria da Comissão rejeitou diligência solicitada pelo vereador Giovanni Zapellini (PP): intimações do diretor de Logística da Prefeitura, Juventino Selva; e dos responsáveis pelas empresas Embraer Pavimentações e Criciúma Artefatos de Cimento, que também atuaram na repavimentação das ruas, para prestarem depoimentos.