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Geral

quarta | 25/01/2012 11:56:00

Textos: Redação Fotos: Lucas Jorge

Protesto pela saúde

(Notícia atualizada às 12h26min)

 

As condições da saúde pública em Criciúma foram o alvo de um manifesto realizado na manhã desta quarta-feira. Para protestar contra os serviços prestados no município, o aposentado Braz Sebastião Sabino foi às ruas da comunidade de Boa Vista. Vestido como Jesus Cristo e carregando uma cruz, ele pediu providências dos políticos por um melhor atendimento aos doentes.

“Eu não posso acreditar que os políticos não estão vendo a situação que se encontra a saúde. Faltam medicamentos, falta médico e quando tem médico muitos não tratam o paciente como se deve. Por isso eu estou fazendo este protesto para mostrar que o povo tem que reclamar o que é de direito do povo”, diz Sabino.

Na opinião dele, a situação só mudará com a população protestando. “Antes de eu sair de casa, ainda me ligaram e pediram para eu não fazer o protesto, pois eles iriam colocar quatro médicos no 24 Horas da Boa Vista. Eu vou protestar até dar um jeito. Se continuar na sexta-feira, eu irei para a praça e vou chamar os vereadores e a prefeitura para ir lá dar uma explicação”, afirma Braz.

Ao lado de um carro de som, o líder comunitário percorreu ainda os bairros Tereza Cristina e Paraíso e atraiu a atenção de muitos moradores. Alguns chegaram a seguir o aposentado durante a caminhada de protesto.

Segundo o secretário de Saúde de Criciúma, Sílvio Ávila Júnior, ele desconhece tal ligação para o aposentado. "Da minha boca nunca saiu isso de médicos contratados. A unidade do 24 Horas da Boa Vista tem recebido uma atenção especial, tanto que no ano passado foram incluídos três novos serviços: dermatologia, neurologia e ecocardiograma. Hoje o quadro médico lá está completo e estamos contratando um clínico geral", afirma o secretário.

Ele admite que houve problemas com a chegada de remédios. "Tivemos problema com uma distribuídora dos remédios e acabou que o abastecimento ficou comprometido durante uma semana, mas desde ontem o problema já está resolvido e os remédios já estão lá", explica Sílvio Ávila Júnior.