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Geral

sexta | 03/02/2012 16:10:00

Textos: Redação Fotos: Renan Medeiros

Protesto acaba em tumulto em Içara

Protesto acaba em tumulto em Içara Ampliar Imagem

Um protesto envolvendo cerca de 40 pessoas no 1º Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Içara acabou em tumulto por volta das 14h40min desta sexta-feira. Os trabalhadores paralisaram as atividades por uma hora, das 14h às 15h, para manifestar indignação, segundo eles, quanto a assédio moral e a falta de um reajuste que lhes foi prometido há mais de três anos.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Cartório do Sul de Santa Catarina, Erivaldo Marcelino, as promessas de aumentos salariais não passam das reuniões. “Ela (Marlene) vive fazendo reuniões e o reajuste nunca é dado. Ainda diz que funcionários serão demitidos e que outros serão contratados”, denuncia Marcelino. De acordo com o Sindicato, a média salarial entre os 14 funcionários do Cartório é de R$ 750.

Durante o protesto, Willian Roecker Nunes, filho da interventora, tentou sucessivas vezes entrar no prédio, mas era barrado pelos trabalhadores. A Polícia Militar foi acionada e, em vão, tentou convencer os manifestantes a permitir a entrada de Nunes. O jovem chegou a cair no meio da estrada após uma discussão. Ele disse ter sido empurrado, enquanto os trabalhadores afirmaram que Nunes apenas tropeçou. Reforços foram acionados e, após muito tumulto, Nunes finalmente entrou no cartório. Alguns trabalhadores acusaram a PM de exagerar na força, que, por sua vez, informou que apenas agiu para garantir a Nunes o direito de ir e vir.

Marlene Roecker Nunes, interventora do cartório, não estava na confusão, mas o filho dela garantiu que os direitos dos trabalhadores estão sendo respeitados. “Todos os reajustes que foram determinados judicialmente foram cumpridos. Além disso, foi dado um vale refeição que nem estava previsto”, afirmou Nunes.

Participaram ainda da manifestação representantes dos sindicatos dos mineiros (de Criciúma e Siderópolis, Treviso e Cocal do Sul), dos Ceramistas, da Saúde, da Indústria Metalúrgica, dos Bancários, das indústrias Químicas e Plásticas e dos Eletricistas.