Economia
Textos: Redação Fotos: Renan Medeiros
Produtos de qualidade e saudáveis à venda no Rincão
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Em clima de companheirismo, agricultores familiares e fabricantes de produtos artesanais de Içara comercializam alimentos saudáveis e sem uso de agrotóxicos em uma tenda montada há pouco mais de uma semana no Balneário Rincão. O espaço, que fica em frente à antiga subprefeitura, funciona às sextas-feiras e aos sábados.
A iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Içara, por meio da Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural, da Epagri e da Cooperativa da Agricultura e Pesca Familiar de Içara (Coopafi). Segundo o agricultor Pedro Manoel Rabelo, como tudo leva um tempo para “engrenar”, o comércio teve um começo tímido.
“Mas já estamos vendendo mais do que esperávamos para os primeiros dias. Acreditamos que perto da virada de ano nós não vamos nem dar conta de atender a todo mundo”, prevê Rabelo com otimismo. “Nossa ideia é ficar até final de fevereiro ou início de março aqui (no Rincão), quando acaba o movimento do verão. Mas já tem gente dizendo que deveríamos ficar sempre, então pode até ser que isso aconteça, dependendo dos resultados”, afirma o agricultor.
Outro produtor, Vanderlei Ingrássio atribui à propaganda boca-a-boca o sucesso inicial da feira. “As pessoas vêm, compram e depois passam a informação para frente. A tendência é que os produtos daqui sejam cada vez mais procurados”, avalia. Não é preciso observar os alimentos por muito tempo para perceber que eles são diferentes daqueles vendidos nos supermercados.
Ascendino Casagrande, por exemplo, fabrica e vende queijos e doces de leite na feira. “Sabe aquela escala industrial em que a maioria dos alimentos são produzidos? Aqui não tem disso. Fazemos em escala artesanal e, com isso, ganhamos em qualidade”, frisa. “Não tem conservantes, não usamos drogas para fazer os produtos crescerem. É tudo natural e, como vendemos direto para o consumidor, o preço também sai baixo”, explica Casagrande.
Benefícios para o produtor e o consumidor
Ele, assim como a maioria dos trabalhadores beneficiados com a feira, saiu da fumicultura para a agricultura familiar e não se arrepende. “Eu não volto mais para o fumo. Trabalhei dos dez aos 44 anos de idade com isso. Além de não dar mais certo, era muito ruim para a nossa saúde. Desde que mudei de ramo, há três anos, não precisei mais passar pelo consultório médico nenhuma vez”, relata.
O espaço onde funciona a feira tem 150 metros quadrados e a variedade é de mais de 200 produtos. Ao lado, também há um amplo espaço que pode ser usado como estacionamento. O local abre todas as sextas-feiras das 16h às 21h e, aos sábados, das 9h às 21h.
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