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Segurança

segunda | 23/01/2012 23:26:00

Textos: Talise Freitas Fotos: Rodrigo Medeiros

Presa quadrilha de cofreiros que agia na região

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O esquema era organizando e tinha como alvo agências bancárias e lotéricas da região. A Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma prendeu sete homens, uma mulher e um adolescente de 17 anos, na manhã e tarde desta segunda-feira, por formação de quadrilha, porte ilegal de arma, furtos e corrupção de menor. O bando criminoso é suspeito de atuar em pelo menos três arrombamentos a caixas eletrônicos, sendo dois localizados em Criciúma e um em Içara.

S.J., 28 anos, R.V., 23 anos, M.F.N., 24 anos, F.J., 29 anos, C.M.R., 20 anos, e a mulher F.O., 23 anos, estão reclusos no Presídio Santa Augusta. Da quadrilha, três homens eram vigilantes em lotéricas, outro em um carro-forte e a jovem trabalhava em uma lotérica. Ela, inclusive, é companheira do líder do grupo. Eles passavam dados da movimentação dos estabelecimentos para o restante do bando atuar com informações privilegiadas.

Um dos detentos tinha curso de soldagem, assim possui habilidade para abertura de portas e cofres. Dois dos detidos foram liberados, por auxiliarem nas investigações. O adolescente prestou declarações e também foi posto em liberdade. O grupo tem idade entre 17 e 44 anos e alguns, conforme a polícia, já possuem antecedentes criminais. O restante foi preso através de mandado de prisão temporária e encaminhado, no final da tarde, à unidade prisional. 

Ação partiu após
suspeita de assalto

A operação policial, que contou com dez agentes e dois delegados, iniciou por volta das 11h, nas proximidades de uma agência bancária. Policiais civis tinham informações que iria ocorrer um assalto a uma mulher que estaria com um malote. "Poderíamos ter deixado o crime ocorrer, permitindo que esta quadrilha pegasse mais alguns anos de prisão, porém, para evitar uma tragédia, evitamos o roubo. Poderia haver até troca de tiros e um inocente acabar sendo ferido", alerta o delegado Vitor Bianco Júnior.

Três meses de investigações
e monitoramento de madrugada

Os trabalhos policiais, que tiveram aproximadamente três meses de investigações, foram intitulados de "Vigilância Zero". O menor, que estava munido com um revólver 357 (semelhante a um calibre 38, porém mais potente) com seis munições - de rara apreensão na região - e outro jovem foram interceptados antes de cometerem o assalto. Eles estavam em uma moto Honda Fazer, que, conforme a polícia, é um veículo de alta potência.

Após a detenção da dupla, os cumprimentos de mandados, de prisão e busca e apreensão, foram realizados de forma simultânea. Um dos vigias ainda foi detido dentro de uma lotérica. A quadrilha morava na região da Grande Próspera.

Em algumas residências dos acusados, agentes recolheram diversos materiais de arrombamentos, centrais de alarmes, radiocomunicador, mochilas, ferros soldados, uma pistola 380 municiada, uma apostila de ensinamentos de soldagem e mais três carros. A moto que seria utilizada no roubo também foi recolhida.

Também foi apreendido, na residência de um deles, um cofre vazio arrombado, de que a polícia irá apurar a procedência. Os veículos eram utilizados tanto diretamente nos crimes, quanto para os comparsas atuarem como olheiros.

"O adolescente já é bem conhecido da polícia por inúmeras passagens. Porém, devido à legislação, tivemos que soltá-lo. Era um grupo bem preparado e organizado e continuamos com as investigações com o intuito de novas descobertas. Foi um trabalho bastante desgastante, pois, desde o ano passado, vínhamos monitorando, inclusive durante a madrugada, a próxima atuação do grupo. Não tivemos Natal nem Ano-Novo", revela a autoridade policial.

Para o agente Arilson Nazário, a prisão desta quadrilha só vem coroar o trabalho da corporação. "Esta é a força do nosso Movimento Unificado, que, mesmo com condições inadequadas de trabalho, não para sua luta", diz. Bianco Júnior acredita que, com a prisão do grupo, arrombamentos em agências e crimes em lotéricas, entre outros crimes semelhantes, irão diminuir na região. 

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