Política
Textos: Stéphanie Pizzolatti Fotos: Rodrigo Medeiros
Ponto turístico conta a história do carvão
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A extração mineira foi o pilar do desenvolvimento de Criciúma, que se tornou uma referência no Sul do país, sendo chamada de Capital do Carvão. O resgate dessa importante história será proporcionado pelo novo ponto turístico da cidade: a Mina de Visitação Octávio Fontana, inaugurada nessa sexta-feira, no Bairro Naspolini. A réplica da locomotiva de 1922, com capacidade para dez pessoas, transportará os visitantes pelo caminho que contará a trajetória do mineral e como acontecia sua extração, em oito estações preparadas para tal. "Essa atividade centenária e tão importante para o Sul do país será resgatada e contada aqui", definiu o presidente do Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina (Siecesc), Ruy Hülse.
A mina recebeu tal denominação em homenagem a um homem que dedicou 30 anos da sua vida ao carvão. "Agradeço a todas as pessoas que respaldaram a indicação do nome e hoje essa mina de visitação recebe o nome do meu pai, Octavio Fontana. Um homem que tem a sua história de vida ligada ao carvão e que tudo que conquistou foi com muito trabalho. Essa é uma noite especial para mim e para toda a nossa família", afirmou Fiorindo Fontana. Membros da família Fontana vestiam uma camiseta branca que estampava o rosto de Octavio e uma frase sua: "Aqui nasci e aqui construí minha história com o carvão". Na oportunidade, o filho estendeu a homenagem a todos os mineradores, por ele considerados guerreiros.
Para o prefeito Clésio Salvaro, o ponto turístico é um instrumento de resgatar e perpetuar a história do desenvolvimento de Criciúma. "Este é um presente para esta e para as futuras gerações, que poderão conhecer a história do carvão e da nossa cidade, o que representou e o que representa esse mineral para o desenvolvimento da Região Sul", observa. Às 20h27min, a mina de visitação estava oficialmente aberta.
Aldo José Biz trabalhou entre os anos de 82 e 89 no local, na época a Mina São Simão, e se emocionou com o momento. "É muito gratificante ver a nossa história ser contada aqui. Anos de luta que deixaram marcas eternas. Levarei comigo muitas lembranças daqui e dos amigos que aqui fiz. O sentimento é de saudade, apesar do difícil trabalho que era a extração do 'ouro negro'", afirma. "Estar aqui desperta a vontade de voltar por alguns instantes à frente de trabalho na mina", acrescenta. A partir deste sábado, local está aberto à visitação, das 9h às 18h.
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