Segurança
Textos: Redação Fotos: Lucas Jorge
Polícia identifica assaltantes mortos
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Foram divulgados, durante entrevista coletiva concedida na manhã desta sexta-feira pelo delegado Vitor Bianco Júnior, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma, os nomes dos dois caixeiros mortos na tarde desta quinta, após uma troca de tiros com a polícia no estacionamento de um supermercado na Próspera.
Luis Antonio Tavares, de 39 anos, e Rodrigo Cezar Oliveira, de 29 anos, eram naturais de Joinville e faziam parte da quadrilha presa nesta segunda. “Nós já estávamos monitorando esses dois elementos também. Eles iam e voltavam para Joinville e sempre usavam um carro diferente”, contou o delegado.
“Acreditamos que eles não tinham conhecimento que o resto da quadrilha havia sido preso. Ontem mesmo um dos integrantes, que está em liberdade por colaborar nas investigações, reconheceu os dois e disse que eles vinham para cá para pegar informações sobre bancos e caixas”, explicou Vítor Bianco Júnior.
Segundo o delegado, a quadrilha era muito organizada e provavelmente a responsável por todos os arrombamentos de cofres e caixas da região. “Com certeza existem muitos mais ainda. É uma quadrilha bem grande e que, como vimos ontem, tem comparsas em outras cidades. O pessoal vem aqui, arromba e volta embora, pois ninguém os conhece”, diz a autoridade policial.
Além dos nomes, foram apresentados os materiais que estavam no carro utilizado pelos acusados, e que serviriam para os assaltos. “Foi encontrado um revólver calibre 38, que provavelmente foi com o qual o meliante efetuou os disparos, e posteriormente um de calibre 32, que estava no interior do veículo. Também foram encontradas roupas para a utilização de solda, que eles utilizavam para arrobar cofres”, afirmou Bianco Júnior.
Polícia não tem certeza do alvo
Apesar de informações darem conta de que o alvo dos dois homens era uma lotérica que fica dentro do supermercado, o delegado diz que não pode confirmar essa informação. “A gente não sabe se esse era o alvo, pois segundo os seguranças do mercado, o malote havia sido recolhido alguns minutos antes. Mas com certeza eles agiriam em alguma das lojas do local”, informa o delegado.
Ele também esclarece o porquê dos disparos feitos pela polícia durante a abordagem. “Quando eles entraram no carro, nós os abordamos, eles dispararam um tiro em nossa direção e aí houve os disparos contra eles. Na (prisão de) segunda-feira, foi feita a mesma abordagem, porém nenhum deles resistiu e não precisamos usar as armas”, lembra.
Assalto realizado no ano passado também foi esclarecido
Segundo o delegado, com a prisão feita na segunda-feira, outro crime teve o suspeito apreendido. “O assalto a um funcionário de uma concessionária de veículos que ia depositar um malote no banco, em maio do ano passado, também foi resolvido, pois um dos presos na segunda-feira foi reconhecido pela vitima”, conta o delegado. Neste caso, foram levados R$ 140 mil.






