Economia
Textos: Denis Luciano Fotos: Francis Leny
Põe na conta, seu Chico!
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Com o avanço das grandes redes de supermercado, há quem teorize sobre o fim dos minimercados. Mas esta realidade não se reflete em Santa Catarina, onde eles representam 83% das empresas do setor. Criciúma oferece exemplos.
Funcioná há 21 anos na área central a Mercearia do Chico, um estabelecimento ao melhor estilo dos armazéns de antigamente, com a venda personalizada, a amizade entre proprietário e clientes e, claro, o tradicional fiado. "Vendo assim só para quem conheço", conta Francisco Casagrande, que com a renda do comércio sustenta a família e está formando dois filhos na faculdade.
Seu Chico recebe cerca de 80 clientes por dia. Ele chegou a implantar, por cerca época, o sistema de cartões de crédito. Porém, teve prejuízo e resolveu voltar para a caderneta, onde anota o que os mais chegados tem a pagar. Muitas vezes, os débitos são quitados com depósitos diretos na conta do comerciante. "Costumo dizer que eu sou o cartão de crédito deles".
Mais detalhes deste gênero de comércio ainda vivo em Criciúma estão nas páginas 17 e 18 do jornal A Tribuna desta quinta-feira, em matéria da jornalista Francis Leny.
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