Esporte
Textos: Denis Luciano Fotos: Divulgação
Passado, presente e futuro do vôlei
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É raro quando um berço esportivo não dá origem a desportistas. Assim foi na família de veteranos do futebol amador sul catarinense como os jogadores Branca de Neve e Caíco. Neto do primeiro e primo do segundo, Alcionir do Nascimento Lídio optou por um rumo diferente: escolheu o vôlei.
"Comecei a jogar vôlei em Araranguá numa época na qual só havia um ginásio na cidade, não havia outras opções. Éramos poucos jogadores", lembra Nico, como ficou conhecido nos idos dos anos 70 e 80.
Fruto da persistência, Nico destacou-se como atleta não apenas nas quadras. Foi dos pioneiros do vôlei de praia no sul, e fez parte da equipe de Sombrio campeã estadual nos anos 90. "Comemoramos aquela conquista disputando um amistoso contra a fortíssima Sadia em Jurerê Internacional, em Florianópolis. Claro que perdemos, mas foi inesquecível". Nesta época, o vôlei de praia era praticado por times de seis atletas, e não dois como atualmente.
Nico e seus amigos treinavam vôlei durante todo o ano em Araranguá. Na época de veraneio, partiam para o Balneário Arroio do Silva, onde apelavam para o vôlei de praia. "Nossos times eram entrosados pois treinávamos o ano inteiro juntos", recorda. A inspiração para o vôlei vinha da televisão. "Sou da época da geração de prata com Montanaro, Renan, Badá e Bernard nas Olimpíadas de 1984. Assistia sempre pela TV e gravava os jogos".
De jogador para técnico foi um pulo. Nico buscou conhecimento e se graduou treinador nível II pela Confederação Brasileira de Vôlei. Atualmente, responde pela formação de atletas do Colégio Murialdo em Araranguá. Já colheu bons resultados, formando atletas que foram exportados e sagrando-se vice-campeão estadual infanto juvenil. "Devo minha vida ao vôlei, conheci minha esposa no vôlei. Sou feliz no esporte".






