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Esporte

sábado | 28/01/2012 19:05:00

Textos: Redação Fotos: Renan Medeiros

Paixão viva pelo Metropol

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“Sobre o Esporte Clube Metropol? Pode me perguntar qualquer coisa”. Isso foi o que disse Divino Antônio da Silva, o seu Divino, 72 anos, ao receber a reportagem do Clicatribuna na casa dele, no Bairro Metropol, em Criciúma.

Ele costumava guardar vários itens do antigo clube do coração, entre pôsteres, camisas, documentos e flâmulas, que agora estão sob os cuidados do clube. “Tinha até um caderno onde estavam registrados todos os jogos de 1945 a 1972. Emprestei para o Nassif (João Nassif Filho) e ele nunca mais me devolveu”, conta, rindo, o antigo torcedor.

Embora fora do esporte profissional, o Metropol segue vivo na memória de seu Divino. “Era um clube muito vitorioso. Ganhou cinco estaduais em dez anos. Sempre passava pelo time do Paraná na Copa do Brasil e, às vezes, pelo Grêmio”, recorda-se o senhor, natural de Lauro Müller, mas que vive com a esposa desde 1956 no mesmo local no Metropol. “Eu ia em muitos jogos fora. Aqui dentro de Santa Catarina, não tinha um que eu não assistia”, lembra.

Ele conta que a coleção ainda preserva algumas peças. “Hoje eu não tenho muito sobre o clube, só umas camisas atuais e um livro que o Zé Dassilva escreveu (Histórias que a bola esqueceu, editado em 1996). Tenho um DVD também”, afirma o torcedor. “Tenho um amigo que até hoje não se conforma que o Metropol tenha acabado. E é uma coisa que faz muita falta mesmo, né? É impossível não fazer, depois de tudo o que ele significou”, considera seu Divino.

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