Opinião
Olhando-se no espelho?
| Robson Sombrio | psicólogo - CRP 12/05587
Ser uma pessoa séria não significa que não somos alegres. Ser responsável no trabalho não significa colocar a família em segundo plano. Talvez seja o momento de rever nossos valores, fazer um bom exercício de organização da vida. Quando conseguimos trabalhar em um lugar que, ao mesmo tempo, estamos aprendendo e também nos divertindo, liberamos nossa mente para criar mais, produzir novas ideias, promover crescimento e inventar um mundo novo todos os dias.
Todos nós procuramos equilíbrio na vida. Quantas pessoas, agora, que estão lendo, sentem que estão perdendo o "controle" de sua vida, adiando sonhos, estagnadas em seu desenvolvimento e crescimento pessoal. Será que o trabalho que você faz hoje combina com a sua vida? Você está se transformando em um ser humano que você sempre desejou? O que percebo é que muitas pessoas estão vivendo por viver, engolindo uma rotina monótona. Assim, ao se olhar no espelho, o que você vê?
Algumas pessoas vão se olhar no espelho, mas não vão gostar do que viram (do seu passado ou até mesmo do seu presente). Outras já poderão olhar e abrir um sorriso imenso de alegria e crescimento. Nesse contexto, como pode o tempo passar tão depressa sem que cada um de nós se dê conta? Onde está a alegria natural de viver, onde estão os prazeres das coisas pequenas e o entusiasmo dos sonhos pequenos? Agora, homens ou mulheres, adultos e completos. O que vocês querem?
Mas, pensando bem, ninguém tem a resposta definitiva - até mesmo porque não existe nada de definitivo na vida. O fato é que não sabemos o que queremos. Isso é muito perigoso. Nesse contexto, a família e a sociedade tem uma papel fundamental. Pois os mesmos deveriam nos ajudar a encontrar equilíbrio entre nossos desejos e nossas possibilidades. O chato disso é que a sociedade e a família também não nos ajudam quando olhamos para nosso próprio umbigo, ou seja, quem faz isso sai com conotação de egoísta, mas não é egoísmo (olhar para seu próprio umbigo).
Por fim, pense em cuidar de si mesmo antes de cuidar dos outros. Lembrando que o que interessa mesmo é o que realmente somos, e não o que os ou-tros querem que sejamos, colocando em nosso corpo marcas que, às vezes, grudam em nossa alma.
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