Opinião
O Leque dos Empréstimos
| Mário Sônego | Ex-vice-prefeito
Sairá da presidência um homem muito inteligente e de coragem sem par: "LULA", dinâmico.
Não temos o desejo de fazer qualquer análise psicossocial do assunto, mas comentar baseados em nossas observações no dia a dia, o que nar-ramos:
Quando questionávamos em 2009 a situação financeira de vários países, principalmente os Estados Unidos, terra dos Yankees, o nosso presidente, com astúcia, abria leque dos empréstimos em todas as casas bancárias e financeiras, facilitando os pedintes dos do dinheiro que cairia em suas mãos. Nunca foi tão fácil voltar com os bolsos cheios.
Neste país iríamos deduzir de que um dia poderíamos adquirir veículos a prazo de 60 meses. Com esta abertura, o empreendedor tem uma gama de oportunidades para investir; à sua escolha (consumismo), mas exigem uma renda condizente.
O chamamento para tais empréstimos vieram com isenção do IPI provocando muita sede ao pote. Comprovado por pesquisas que 85% dos que adquirem empréstimos não sabem o valor dos juros que estão contraindo. O valor do empréstimo, ao liquidar, dobra o seu valor e se refinanciarmos, triplica.
Atravessamos a crise financeira. Por estas facilidades muitos entraram em inadimplência. Por quê? As prestações se sucedem, nosso ganho mensal é pequeno. São tantas as prestações e compromissos de valores diferentes, provenientes dos mais variados produtos que adquirimos.
Uma outra bolha formada antes da crise foi com os empréstimos concedidos aos aposentados, tão fácil, "sem aval", pois já vem descontado em folha, iludidos por terceiros, dificultando o seu bem viver. Uns saindo-se bem, outros tantos se saindo mal.
A crise financeira foi cimentada, mas o número de inadimplentes publicado pela imprensa cresce rapidamente.
Para alguns, nas financeiras, pode-se dar um jeitinho de brasileiro, mas quando vem por meio de descontos em folha, não tem jeito, nem com macumba, como é o empréstimo concedido aos aposentados.
O nosso presidente, merecedor dos nossos aplausos, deixa o país em berços esplêndidos, mas ficarão na saudade os inadimplentes, maioria esta por orçamento desequilibrado.





