Geral
Textos: Denis Luciano
O fim de uma manobra sindical
A decisão da Justiça divulgada ontem, de dissolução do Sindicato dos Mineiros do Rio Maina, é o desfecho de uma antiga história de divisão da até então mais forte categoria de trabalhadores de Criciúma. Esta história é resgatada pelo jornalista Adelor Lessa no jornal A Tribuna desta quarta-feira.
O jornalista lembra que a combatividade dos mineiros de Criciúma nos anos 50 e 60 fizeram da categoria algo semelhante ao que foram, anos depois, os metalúrgicos do ABC paulista. Contribuíram decisivamente para tornar Criciúma a "Cuba brasileira" como era chamada à época.
Para enfraquecer a força do movimento, o ministro do Trabalho, Franco Montoro, criou o sindicato do Rio Maina, dividindo a categoria. Lessa lembra que, historicamente, o sindicato do Rio Maina foi comandado por líderes "pelegos", vinculados aos patrões. No final dos anos 70 surgiu um líder autenticamente ligado aos trabalhadores, Luiz Mendes Xavier, que chegou a vencer três eleições mas não levou nenhuma delas. Até urnas foram roubadas para evitar a confirmação da vitória de Xavier.
"A tramóia patronal feita por Montoro só está sendo derrubada agora. Praticamente 50 anos depois. Por decisão da Justiça do Trabalho", acrescenta Lessa. O presidente Edson do Nascimento foi afastado da presidência por vinculação com a classe patronal e perdeu os direitos de concorrer no meio sindical por oito anos.
Mais detalhes nas páginas 3 e 6 do jornal A Tribuna desta quarta-feira.






