Opinião
O elo mais fraco!
| Rosemiro A. Sefstrom | Professor e filósofo clínico - sulcatarinense@engeplus.com.br
No artigo anterior, abordei a questão das relações exemplificando algumas possibilidades de relações e o perigo implícito em cada uma delas, no entanto, não propus um formato de relação saudável. Antes de propor uma forma é interessante retomar um tipo de relação que tem se acentuado nos dias de hoje e é quase palavra de ordem: a relação de igualdade. Quando se fala em relação de igualdade é praticamente impossível deixar de fora Friedrich Wilhelm Nietzsche, filósofo alemão conhecido por ser, ainda hoje, à frente do seu tempo.
Partindo de algumas ideias do filósofo alemão, pensemos na relação de igualdade. A relação de igualdade procura nivelar os seres humanos de tal forma que ninguém seja prejudicado. Podemos ilustrar pensando numa professora que, em sala de aula com os seus alunos, espera até o mais lento de todos terminar para depois apagar o quadro. Essa atitude abona o aluno mais lento a continuar lento e faz com que os alunos rápidos se tornem lentos enquanto grupo. Desta maneira, pela condição do mais fraco, a turma toda se nivela pelo mais fraco. Há um ditado que diz que: "Uma corrente é tão forte quanto o seu elo mais fraco".
Para Nietzsche, essa moral de rebanho, onde o mais forte é subjugado pelo mais fraco, é o que faz a sociedade fraca. Para ele há de vir ainda o tempo em que será valorizado o mais forte, porque ele se fará valorizar. O tempo em que o forte não terá medo de ser forte e subjugar os mais fracos até que estes se esforcem para conquistar o lugar do mais forte. Para ele não há igualdade, somos diferentes. Desde o nosso DNA até nosso espírito, somos diferentes. Igualar é menosprezar as capacidades individuais, desprezar o potencial dos mais fortes em favor da morosidade dos mais fracos. Mesmo numa relação entre diferentes, pode haver respeito, não há necessidade de alegar uma igualdade que justifique atitudes diferentes. Há sim a necessidade de entender que somos diferentes e, dentro dessa diferença, constroem-se as relações.
O que proponho neste escrito é a relação como uma construção, ou seja, uma relação que não seja unilateral, mas bilateral. A relação em que eu e o outro nos colocamos num espaço comum, de modo a aprendermos um com o outro qual é a melhor maneira de conduzir. Neste espaço, veremos qual tipo de relação é mais saudável, se é de negócio, como muitos casamentos nos dias de hoje, se é de casamento, se é de dependência, se é de posse. Não interessa o tipo de relação, mas sim a presença dos dois envolvidos na construção deste vínculo.
Esta construção se dará a partir do momento em que eu entender que o outro me ensina qual é o melhor tipo de relação para se ter com ele, assim como o outro aprende comigo qual é a melhor maneira de se relacionar comigo. Muitos casamentos não dão certo porque o marido emprega à força o seu jeito de se relacionar, assim como a esposa pode fazer o mesmo. A construção da relação se dará de maneira saudável quando o outro for o meu professor no que diz respeito a ele.
Leia Também
- 23/05/2012 Ferramenta emprestada! Vida administrada!
- 23/05/2012 Baixa de juros? Aumento de tarifas!
- 21/05/2012 Pode começar a se deprimir, quando...
- 21/05/2012 Valores de materiais de obra podem ser abatidos no ISS
- 21/05/2012 Brasil posicionado como um dos promissores mercados para a publicidade móvel






