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Textos: Redação Fotos: Lucas Jorge
Muitos problemas na ponte sobre o Rio Araranguá
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Continuam as obras na cabeceira da ponte sobre o Rio Araranguá, na BR-101. Nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira, dois funcionários do Samae de Araranguá, junto com um engenheiro, já estavam no local para fazer o reparo da tubulação que havia estourado no domingo e deixado toda a comunidade de Barranca sem água. Segundo o engenheiro Mario César Copetti, o serviço seria resolvido até o meio-dia, porém um novo vazamento foi descoberto, complicando ainda mais o serviço.
“O cano que estourou ontem passa por dentro do concreto da ponte. Quando ela cedeu, o cano estourou e acabou jorrando água na encosta, onde fez o buraco. Nós estamos fazendo um conserto paliativo, para levar água para a comunidade, porém descobrimos agora que quando foram aterrar o buraco para poder liberar o trânsito, outro cano, que fica abaixo da ponte, também se rompeu e agora temos de arrumar”, explica o engenheiro.
Segundo o policial rodoviário federal Marcos Vinícius, do posto da PRF de Araranguá, o reparo foi feito pela empresa que faz a duplicação do trecho da BR. “Creio que não seja a responsabilidade deles, mas eles vieram aqui e fizeram esse serviço ainda ontem à noite, e irão fazer também a recapeação asfáltica ali”, conta.
Representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsável pela BR-101, não haviam comparecido ao local até por volta das 10h. Segundo informações da central do Dnit, um engenheiro responsável estaria em Araranguá até o fim da manhã.
Trânsito lento
O aterro provisório feito durante a madrugada já apresenta problemas, pois com o fluxo grande de caminhões pesados a terra começou a descer. No local, já há um declínio em relação à pista principal. “Eu creio que, se chover, a pista não vai resistir e vai ceder de novo. Se apresentar sinais de perigo, tanto para os motoristas quanto para quem está trabalhando, nós iremos interromper o tráfego”, diz o policial federal Marcus Vinícius.
Enquanto o problema estiver sendo resolvido, uma viatura da PRF ficará no local para instruir os motoristas. “O trânsito no momento é bem lento, e a gente até prefere que fique assim para não colocar em risco quem está trabalhando na ponte. Quando o asfalto começar a ser colocado, o trânsito deve ficar ainda mais lento durante umas duas horas. Neste momento, nós temos oito quilômetros de filas”, afirma o policial. Já durante a manhã, o recapeamento foi realizado e o trânsito ficou ainda mais complicado no trecho.






