Opinião
Muitos impostos
| Giovani Felipe | Estudante Universitario História/UNESC
É de conhecimento de todos que os impostos em nosso país ultrapassam os coeficientes plausíveis suportáveis por uma família e que esgotam a paciência. Podemos citar também que o descaso do Poder Público em tais aplicações quanto aos recursos oriundos dos impostos é de tamanha mediocridade, bem como a não aplicação dos mesmos para o bem comum da população. O maior problema do povo brasileiro não é em pagar impostos, por saber que são necessários para: a ordem, o progresso e para o andamento da máquina pública. O que todos estão saturados é em não receber de volta tais recursos e ainda não ter qualidade nos serviços dos governos, sejam eles municipais, estaduais e federais.
Neste artigo, irei me ater apenas em um modelo de descaso. Jaguaruna é uma cidade turística com 37,5 km de praia, isso mesmo, quase 40km de área litorânea, chega a uma população de 150 mil habitantes na alta temporada e tem apenas 49 mil habitantes fixos. Arrecadação anual em impostos (ISS, R$ 1.800.000). Hoje, a arrecadação da Prefeitura de Jaguaruna com o IPTU é de aproximadamente R$ 30 milhões por ano. Este número poderia ser ainda maior se houvesse pelo menos uma administração organizada e competente para tal fim. Com um número maior de fiscais, esses números seriam ampliados, pelo simples fato de ter um crescimento desordenado, mas para suas finalidades atuais, para "eles" está de bom tamanho.
Os impostos têm que existir e devem ser pagos sim, o que não se pode é não aplicá-los em infraestrutura, estradas, saneamento, coleta de lixo, etc. Podemos perceber estes descasos principalmente nas praias de Campo Bom e Camacho, as principais do município. As ruas são e estão precárias. Alguns lugares parecem ambientes do século 19. Justamente nestas praias as tachas de IPTU foram aumentadas consideravelmente neste ano. Grandes números de pessoas que frequentam as praias de Jaguaruna são aqui da Região Carbonífera e Amurel, que já estão acostumadas com uma máquina pública que não funciona, porém, o que mais atrapalha são os turistas que de outros estados visitam nossa região e ficam apavorados com tais ambientes de abandono e que de certa forma atrapa-lha o progresso. Alguns comentários de turistas: "Fiquei 15 dias lá em férias, foi reconfortante. Infelizmente o acesso a esta praia é difícil mesmo. A impressão que tive foi mesmo um descaso governamental com essa área maravilhosa de turismo. Voltei de lá no dia 19 de janeiro e tinha chovido na noite anterior. O carro em que viajávamos quase ficou atolado na lama que se formara no caminho." "A Prefeitura de Jaguaruna esta deixando as praias do município abandonadas".
Estes comentários estão presentes em sites que falam sobre praias na Internet. Não precisa ler para saber. Só quem mora, tem casa e passa as férias lá sabe do abandono que se encontra as praias e a falta de retorno de tais impostos, que não são poucos. As perguntas são. Para aonde vai o dinheiro que não se vê em obras? Como uma prefeitura pode cuidar, admi-nistrar e preservar 37,5 Km de praias? Não conseguem? É triste ser contribuinte em um país em que o leite dos impostos serve apenas para amamentar os filhos dos administradores. Ficar incomodado implica mexer-se; e ser valente é enfrentar o inimigo, firme, teso, de pé; portanto, se ficas incomodado, não ficas parado e foges, mas fugir para onde? É bom poder passar umas boas férias e ter uma casinha na praia, contudo seria melhor se nossos impostos, que se paga o ano inteiro, realmente nos desce o sossego devido nos dois meses que usamos nossas propriedades. O que custa apenas exercer uma administração justa, competente, aplicando os recursos para o bem comum e a paz de todos. Os costumes, cuja excelência torna o go-verno quase inútil e cuja corrupção o torna quase impossível. Hoje em dia, escrever uma tese sobre arte: é o mesmo que escrever algo semelhante à corrupção que o mundo abraça dia após dia e de bom grado e calado. Eu não, por ser brasileiro, criciumense e por amar a vida e uma boa praia.
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