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Textos: Denis Luciano Fotos: Arquivo
Justiça fecha sindicato do Rio Maina
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Uma denúncia do Ministério Público do Trabalho surtiu frutos nesta terça-feira. Decisão em primeira instância, no Judiciário de Criciúma e assinada pelo juiz José Carlos Külzer, determinou o fechamento do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Carvão do Rio Maina. "É uma disputa que existe desde quando eu assumi a presidência, faz mais de vinte anos", conta o presidente e vereador Edison do Nascimento, que teve seu mandato sindical cassado.
Em paralelo, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Extração do Carvão de Forquilhinha tem suspensão parcial das suas atividades e o presidente Antônio Carlos Alves perdeu mandato. Uma nova eleição deverá ser convocada no sindicato.
A entidade do Rio Maina ainda não foi notificada da decisão. O território de Criciúma possui duas unidades sindicais desde 1961. "Vamos recorrer da decisão quando vier a notificação", informa o presidente. Multa de R$ 50 mil está sendo aplicada contra a entidade.
O presidente repassou aos 18 funcionários do sindicato a informação sobre o fechamento. "O sindicato é legítimo, fizemos assembleias que confirmaram o respaldo dos trabalhadores a ele. No recurso vamos explicar que se trata de uma entidade antiga, tradicional e que luta pelos mineiros".
Atualmente são cerca de 7 mil mineiros aposentados com cadastro no sindicato. Destes, perto de mil são associados. "Vamos perder esses sócios na maioria para o Sindicato de Forquilhinha e alguns para Criciúma".
Mais detalhes no jornal A Tribuna desta quarta-feira.






