Opinião
Escatologia: conceituando ressurreição
| Ev. Vanio de Oliveira | Ministro do Evangelho; Formação acadêmica: Bacharel em Administração com habilitação em MKT; Bacharel em Teologia, Empreendedor Social
Saborear escatologia é como ter no cadápio "peixe", sempre sobra espinhas para administar. Ressurreição - é um ato ou efeito de ressurgir ou ressuscitar. Na doutrina cristã, é o surgir para uma nova vida, uma definitiva vida, distinta e, em certa medida, oposta à existência terrestre, que, a partir da ressurreição de Cristo, aguarda todos os fiéis cristãos. Segundo o Profeta Daniel "muitos do que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para a vergonha e desprezo eterno" (Daniel 12:2).
A ressurreição é uma doutrina cristã no campo da Escatologia, que, desde os tempos de Jesus, vem gerando muita polêmica. Um dos segmentos do sistema político e religioso dos judeus eram os saduceus, grupo este que não acreditava na ressurreição. Os saduceus faziam parte do PJS - Partido Judaico dos Saduceus, segmento de muita influência no cenário religioso e político da época. O outro segmento de forte influência era o grupo dos fariseus, os do PJF - Partido Judaico dos Fariseus, esse grupo defendia e tinha como doutrina a "ressurreição". Paulo o Apóstolo, antes da sua conversão, fazia parte do grupo dos fariseus. Sendo fariseu convertido ao cristianismo, acreditava e doutrinava sobre a ressurreição, por isso disse: "E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé" (1 Cor 15:14).
Quem acredita e aguarda o arrebatamento da Igreja defende que a "Primeira Ressurreição" acontecerá com o rapto da Igreja. Paulo escreve: "eis que aqui vos digo um mistério (um segredo). Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados. Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados" (1 Coríntios 15:51 e 52).
A "Segunda Ressurreição" se dará no final do Milênio, no Juízo Final, o Grande Trono Branco. Nessa "segunda" e última "ressurreição", ressuscitarão todos os mortos não salvos, desde Adão até o Dia do Juízo Final, e os mortos salvos após a "primeira ressurrição". No Juízo Final, as pessoas serão julgadas pelas obras.
Em Apocalipse 20 - 11 a 15, João escreve sobre o Grande Trono Branco. Ele disse que viu os mortos sendo julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros. João viu o outro livro, o Livro da Vida. E aqueles que não foram achados escritos no "Livro da Vida" foram lançados no Lago de Fogo. Disse João: "esta é a segunda morte".
Na Bíblia está escrito: "Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor" (Ap 14.13b). Os mortos após a Primeira Ressurreição, portanto, após o arrebatamento da Igreja, não serão galardoados, não participarão do Tribunal de Cristo, não estarão nas Bodas do Cordeiro e não governarão com Cristo no Milênio. Os mortos salvos após a Primeria Ressurreição, serão "julgados cada um segundo as suas obras" conforme os registros nos livros, e os que forem achados com os seus nomes escritos no "Livro da Vida" serão salvos, os que não estiverem registrados no Livro da Vida, serão condenados ao Lago de Fogo (Ap 20.11-15). Por isso, Daniel, o Profeta, expressa que uns ressuscitarão para a "Vida Eterna" e outros para "vergonha e desprezo eterno" (Daniel 12:2).
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