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Política

quinta | 15/12/2011 19:59:00

Fotos: Colaboração: Decom

Empresa responsável pelas obras do canal auxiliar recebe ultimato

Empresa responsável pelas obras do canal auxiliar recebe ultimato Ampliar Imagem

O prefeito Clésio Salvaro deu um ultimato à construtora Itajuí, empresa responsável pela obra do Canal Auxiliar ao Rio Criciúma, para acelerar o andamento dos trabalhos. A decisão foi tomada após uma semana inteira de discussões, reuniões e pouca definição. Durante o período, representantes do Governo Municipal, empreiteira, Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) e Caixa Econômica Federal debateram sem chegar a um entendimento.

De acordo com o prefeito, a indignação se deu porque o momento atual da obra era para ser o mais tranquilo possível e não o inverso, como tem ocorrido. “Somos pacíficos, pacientes, mas não podemos mais ser feitos de bobos. O prazo para a empreiteira de Curitiba voltar aos trabalhos é até sexta-feira ao meio-dia”, disse o chefe do Poder Executivo Municipal.

A causa de tamanha discussão e da possível paralisação dos serviços ainda é desconhecida. “Não sei por que estão fazendo isso. Com certeza a empresa não sabe ou não dá a mínima para o nosso esforço em ir inúmeras vezes a Brasília e Florianópolis na busca por recursos. Ou então não se importa com o sofrimento das pessoas que moram no Centro, que todo ano tem que passar pelo terror de ver lojas e casas serem inundadas pela chuva sem poderem fazer nada”, desabafou o prefeito.

A angústia de Salvaro reflete a preocupação da população e principalmente dos lojistas, que convivem com a obra diariamente há meses. A dona de casa Lúcia de Souza, 47 anos, acredita não ser difícil entender o esforço do Governo em tornar realidade este empreendimento que visa conter as cheias na cidade de Criciúma. “Nós vamos compreender também se o prefeito resolver quebrar o contrato com uma empresa que só pensa no dinheiro e não dá a mínima para a cidade e para os moradores. Mas o mais importante é que a obra não pare neste momento. Nem que a prefeitura dê continuidade”, falou Lúcia.

O secretário do Sistema de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Abrahão Arthur de Souza e o prefeito Clésio Salvaro estiveram reunidos nesta quinta-feira com os donos da Itajuí. Os empresários voltaram a discordar dos pagamentos previstos para a realização das segunda e terceira etapas da obra. Para eles, as medições feitas pela empreiteira (relatório que define o valor dos pagamentos) não condizem com as apresentadas pela equipe técnica da Prefeitura.

Conforme Abrahão, os documentos têm o aval de entidades isentas, que fiscalizam as obras do Governo. “As medições são feitas pelos técnicos e engenheiros da Unesc e aprovadas pela Caixa Econômica Federal, que não têm nenhum interesse em beneficiar 'A' ou 'B'. Vamos pagar o que é justo, o que está aprovado nas medições”, afirma

O prefeito encerrou a reunião deixando claro que a “enrolação” acabou. “Quem me conhece sabe que estou todos os dias fiscalizando as obras para não deixar o ritmo cair. Se estou viajando e volto tarde, ainda assim dou uma passada por lá, até de madrugada se for preciso. O que não vou aceitar é ver essa obra parada por causa de uma empresa que não pensa naquelas pessoas que estão ali, esperando a conclusão dos trabalhos”, sentencia.

Bastante chateado com a situação, o Salvaro ainda reforçou que caso a Itajuí não retomar os trabalhos, outros contratos previstos com a empreiteira no município de Criciúma serão cancelados. “Enquanto eu estiver neste gabinete, de plantão como prefeito, essa empresa não dá mais uma 'pazada' em solo criciumense. Isso é um desrespeito. Não comigo, mas com o povo de Criciúma”, diparou.