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Textos: Redação Fotos: Richard De Luca
Em três semanas, 140 cirurgias eletivas deixaram de ser feitas
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Notícia atualizada às 19:20
Com as cirurgias eletivas do Sistema Único de Saúde (SUS) paralisadas há três semanas no Hospital São José, o corpo médico da instituição resolveu explicar o porquê da restrição. Eles estão com uma porcentagem dos valores das cirurgias atrasados porque o valor delas ultrapassa o teto estabelecido em contrato pelo gestor municipal.
“Operamos três, quatro fraturas e recebemos o valor de um único procedimento”, disse o ortopedista Mário César Búrigo Filho. O valor que a Secretaria de Saúde de Criciúma não repassou, somente no ano passado, porque foram feitas cirurgias além da cota, é de R$ 4,4 milhões. Desse valor, entre 30% e 40% vão para os médicos.
De acordo com uma tabela apresentada pelos profissionais, uma consulta médica custa R$ 38, enquanto um animador de festas ganha R$ 251 para trabalhar duas horas. “Animadores de festas recebem em duas horas mais do que um cirurgião em cinco”, comparou a diretora do corpo clínico do HSJ, Mary Sandra Petry.
“Mesmo assim, todos nós continuamos trabalhando em excesso”, completou Búrigo Filho.






