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Economia

segunda | 26/12/2011 19:45:00

Textos: Redação

Eliane e Portobello esperam autorização do Cade para se unir

As duas fabricantes de revestimentos cerâmicos com maior faturamento líquido no Brasil, Eliane e Portobello, devem se fundir em 2012. As empresas assinaram um memorando de entendimentos na última sexta-feira, e, se a operação for autorizada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a nova organização estará entre as cinco maiores do mundo no setor.

Somadas, Eliane e Portobello têm 5,2 mil funcionários, vão fechar 2011 com um faturamento líquido de R$ 1,1 bilhão, e uma produção de 60 milhões de metros quadrados, que seriam suficientes para cobrir uma superfície equivalente à de mais de 14,5 mil campos de futebol, ou mais do que todo o município de Cocal do Sul.

Segundo o diretor presidente da Eliane, Edson Gaidzinski Jr., uma nova denominação será criada, mas os nomes Eliane e Portobello continuarão a existir. “Vamos profissionalizar a gestão. Os dois diretores presidentes saem e vamos contratar um profissional no mercado”, antecipa, acrescentando que este nome ainda não foi decidido.

Gaidzinski tem confiança de que o Cade vá autorizar a operação. “O mercado cerâmico é extremamente fragmentado. Com a fusão, criaremos uma empresa forte capaz de se defender de ameaças externas, principalmente vindas da Ásia”, justifica.

As participações da Eliane e Portobello no valor da nova empresa resultante da fusão foram avaliadas em 45% e 55%, respectivamente. Considerando as dívidas e outros ajustes, as participações acionárias serão de 20% e 80%. “É possível que esses percentuais ainda mudem até a fusão ser concretizada”, afirma Gaidzinski.

O diretor presidente da Eliane cita a abertura de capital da Eliane na Bovespa como uma das principais vantagens à empresa de Cocal do Sul. “A Portobello já está listada na Bovespa e, para nós, será um caminho para entrarmos na bolsa de valores de forma muito mais simples e barata do que se fôssemos dar início a todo um processo”, justifica.

Para Gaidzinski, em princípio, os 2,7 mil colaboradores da empresa não serão afetados. “Nosso objetivo é crescer. Estamos atingindo um mercado muito importante (o brasileiro), que só fica atrás da China em termos de consumo e produção”, completa. Segundo ele, a fusão já é planejada há mais de seis meses.