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Textos: Denis Luciano Fotos: Denis Luciano
Cuidado com a leptospirose
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A chuva forte da tarde deste domingo em Criciúma, 33 milímetros em cerca de 45 minutos, costuma gerar focos de cheias em pontos mais baixos ou lugares onde a drenagem por bocas de lobo não dá conta do fluxo de água. Cria-se, assim, terreno fértil para a infestação de doenças como a leptospirose.
Um rapaz e uma senhora atravessavam, durante a bomba d'agua deste domingo, uma verdadeira lagoa formada na rua Gonçalves Ledo, nos fundos da Estação Rodoviária. Ele usava chinelos e os retirou no momento da travessia.
"É possível se contaminar em uma situação como esta, pois a pessoa pode ter microlesões nos pés e mãos e ser contaminado pela urina de ratos que se mistura àquela água", informa o coordenador do setor de agravos da Vigilância em Saúde de Criciúma, Jéberson Gorges. "Recomendamos que as pessoas evitem ao máximo caminhar por áreas alagadas".
A Vigilância orienta as pessoas para prestarem atenção ao seu estado de saúde caso tomem contato com água supostamente poluída. "Quem se expôs precisa ficar de olho nos sintomas que são dores musculares intensas, febre, dor de cabeça e nas articulações, fraqueza, falta de apetite, desânimo e até icterícia", pontua Jéberson.
Em 2011 Criciúma atendeu 14 suspeitas de leptospirose e seis casos foram confirmados.






