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Entretenimento

segunda | 21/11/2011 13:07:00

Textos: Redação Fotos: Renan Medeiros

Correria no ateliê na semana do Espegato

Correria no ateliê na semana do Espegato Ampliar Imagem

Todo ano é a mesma coisa: o Espegato se aproxima e o ateliê de Jana de Oliveira fica tomado pelo branco das camisetas da festa. A costureira, com 28 anos de experiência, acorda às 5h para dar conta do recado. Só na última semana, serão mais de 50 camisetas para personalizar.

“A gente tem que acordar cedo, para fazer o trabalho focada. Pela manhã bem cedinho, o dia está mais calmo e o serviço rende mais”, explica Jana. Para avisar quando alguém chega ao portão, a costureira conta com uma ajuda especial: juntas, as cadelinhas Dolly e Preta fazem o serviço a oito patas.

“Algumas deixam para a última hora e eu digo que não posso fazer nada. É verdade que não posso fazer milagre, mas não consigo dizer não para as que insistem mais. Todos os anos eu pergunto: ‘por que vocês não vêm com mais antecedência?’, mas elas sempre deixam para a semana que antecede a festa. Aí eu me viro nos trinta”, conta Jana, aos risos.

De acordo com ela, a grande maioria dos que comparecem à casa número 1.103 na Rua Guerra Junqueira, no Bairro Próspera, em Criciúma, são mulheres. “Mais de 95% são garotas. Mas os rapazes eu também recebo. Eles gostam da camiseta bem colada, para parecerem mais bombadinhos”, brinca a costureira.

 

Criatividade na customização

 

O desafio é criar coisas novas a cada ano, para a customização. “As meninas são muito vaidosas. Elas querem ficar ainda mais lindas a cada ano e acabam conseguindo. Todas estão sempre tentando se superar e eu também preciso acompanhar. Uma coisa que eu faço com quase todas as camisetas é cortar as mangas. Quase ninguém as usa”, relata.

Em alguns casos, as camisetas viram outras peças de roupa. “Às vezes, eu tenho que transformar a camiseta numa peça como esta aqui”, explica Jana, enquanto mostra um vestido nada simples que uma das clientes levou para que fosse copiado. Isso permite ter uma noção de o quão hábil a costureira precisa ser para atender às exigências da clientela. “E elas não são pouco exigentes. É preciso sempre mostrar o melhor da gente. Mas vale a pena: no dia da festa, elas estão todas muito lindas”, afirma a costureira.

O Espegato será realizado neste sábado, na Casa de Pedra, no Balneário Rincão. Até lá, profissionais como Jana aceleram o serviço para atender a todas as encomendas. “Eu tenho mais de 50 peças para confeccionar. Sem contar o que as outras costureiras recebem e as pessoas que preferem fazer em casa para não gastar”, pontua a profissional.

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