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Economia

quinta | 12/01/2012 16:02:00

Textos: Redação Fotos: Renan Medeiros

Calçadão na Henrique Lage ganha apoio

Calçadão na Henrique Lage ganha apoio Ampliar Imagem

Ganha força a ideia de transformar em calçadão um trecho da rua Henrique Lage, em Criciúma, compreendido entre a João Pessoa e a Travessa Henrique Lodetti. A mudança tem o apoio da maior parte dos comerciantes, clientes e populares que circulam na região.

Itamar Benedet, da casa Benedet, idealizou um abaixo-assinado que colheu as opiniões de 37 comerciantes do trecho. Desses, 35 (94,6%) se manifestaram a favor. No ofício, os interessados puderam listar vantagens e desvantagens de uma possível mudança. “Eu sou totalmente a favor”, afirma Benedet. “O prefeito já disse que se formos favoráveis ele apoia. Aqui é fácil de fazermos uma cobertura para dar comodidade às pessoas nos dias de chuva. Um calçadão deixa a rua diferente: terá bancos, espaços para as crianças ficaram enquanto os pais fazem as compras e queremos também a construção de um quiosque”, justifica.

Benedet começou, nesta quinta-feira, com outro abaixo-assinado, desta vez colhendo a opinião dos clientes. Até as 14h30min, o “placar” estava de sete a zero para os favoráveis à mudança.

Já o sócio-proprietário da Big Model, Procópio Jucoski, é favorável, desde que outras medidas também sejam tomadas. “Se não colocar uma cobertura não adianta. E a rua tem que ficar bem mais bonita. Todo mundo tem que se comprometer com isso e a hora é agora, porque depois que fechar fica mais complicado fazer as reformas, porque os caminhões não entrarão aqui”, posiciona-se Jucoski. “É preciso colocar bancos, fazer deste local um ponto turístico”, completa.

Uma das vozes contrárias ao calçadão é a de Djalma Castelan, da Casa das Gaitas. “O principal motivo pelo qual eu sou contra é o trânsito. A cidade já é um caos, imagina se fecharmos mais uma rua”, afirma. “Para nós, o tempo em que essa rua esteve fechada não teve influência nenhuma nas vendas, talvez até tenha piorado”, relata.

Zalmir Casagrande, presidente do CDL, já havia revelado ao Clicatribuna a posição da Câmara: “Entendemos que é preciso fazer uma enquete com todos os comerciantes e moradores, além de um estudo junto com a Prefeitura e a ASTC (Autarquia de Segurança, Trânsito e Transporte de Criciúma), para ver o que é melhor para a cidade. Queremos analisar como isso pode interferir no comércio e na circulação de carros e pessoas", afirma Casagrande.

Transeuntes também são favoráveis

Nas ruas, a situação é semelhante. O vigilante Robson Costa Brasil, por exemplo, está com a maioria. “Eu vim do Rio há quatro anos e a Henrique Lage é rua que mais me marcou, porque tem tudo aqui. Para que querer ir com o carro a todos os lugares? Sou a favor de fechar e fazer um calçadão, sim”, diz Brasil.

Já Valério Freitas tem uma ideia que é um “meio termo”. “Acredito que seria possível fazer um corredor para os veículos circularem no meio com bolsões para carga e descarga. Mas só isso, sem estacionamento”, afirma.

A costureira Adriana Vieira é contra. “Eu venho muito de carro para cá, então, para mim, seria muito mais complicado ter que vir a pé sempre”, justifica.

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