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Entretenimento

domingo | 27/11/2011 18:46:00

Textos: Redação Fotos: Lucas Jorge

Banda Cruzeiro do Sul: 69 anos de vida e de música

Banda Cruzeiro do Sul: 69 anos de vida e de música Ampliar Imagem

Eram meados de 1942 quando alguns empresários de Criciúma levantaram fundos para comprar um avião para a Força Aérea Brasileira (FAB). Porém, com o fim da 2ª Guerra Mundial, a aeronave não chegou a ser comprada, e o dinheiro precisava ser usado de alguma forma. Foi assim que nasceu a Banda Sinfônica Cruzeiro do Sul, que completou 69 anos no dia 22 de novembro.

A banda, que começou apenas com músicos locais, hoje mantém uma oficina de música aberta a quem quiser aprender. A oficina atende atualmente 62 alunos de ambos os sexos, com idades entre nove e 18 anos.

Também é desenvolvido um projeto ainda maior, com crianças e adolescentes em situação de risco social, no município de Criciúma. Um jeito de ajudar que já tem demonstrado resultado. Foi assim com E.S.R., de 17 anos, que através da música não entrou para o mundo das drogas.

“Eu frequentava o Cras (Centro de Referência de Assistência Social) e a gente tinha algum tempo livre depois, que não era bem utilizado. A gente ficava pela rua, e eu cheguei a experimentar algumas drogas, nada muito pesado, mas álcool e cigarro. E depois que comecei aqui, eu me ocupava e não ficava pela rua. A música me tirou de um caminho que poderia ser sem volta”, diz o garoto, que pretende seguir a carreira musical. “Eu quero continuar. Já estou na banda há quatro anos e aprendi a tocar muitos instrumentos aqui. Pretendo continuar com a carreira”, afirma.

Muitos dos alunos que começaram na oficina já se tornaram professores. Segundo o presidente da Sociedade Musical Cruzeiro do Sul, Rui César Sombrio, alguns já estão inseridos em fanfarras de escolas municipais. “Temos um convênio com a Prefeitura e os professores de algumas escolas eram nossos alunos, que começaram aqui, e que vieram do Cras”, explica.

 

Agenda de fim de ano lotada

 

O presidente explica que a banda Cruzeiro do Sul é diferente das bandas marciais. “É uma banda sinfônica, por isso tem algumas diferenças das fanfarras e bandas marciais. Nós temos mais sopro e metais. Temos 50 instrumentos que foram adquiridos ao longo destes 69 anos, mas muitos precisam de reforma, já que são utilizados tanto na oficina quanto para as apresentações”, conta Sombrio.

Apresentações que serão muitas neste fim de ano. Uma das mais esperadas será no dia 30 de novembro, na abertura do Natal, na Praça do Congresso, onde a banda fará uma parceria com a banda do 28º GAC, e entre todos os presentes será feito o “maior coral”. “A Cruzeiro do Sul irá tocar algumas músicas, assim como os outros convidados, e no fim vamos fazer uma parceria com todos, para tocar uma música que o público cantará junto. Vai ser um espetáculo muito bonito”, diz Sombrio.

A banda tem sua formação atual com 26 músicos, a maioria formada na oficina. As inscrições para a Oficina de Música começam no próximo ano. A partir de 5 de março, poderão ser feitas inscrições na sede da banda, que fica na Rua Marcelo Lodetti.

 

Um jeito de conquistar o sucesso com a música

 

Como a maioria das apresentações são por meio de parcerias que a banda tem com a Fundação Cultural de Criciúma, Sistema Social e Afasc, alguns músicos da banda arranjaram um jeito de conseguir ganhar um cachê com a música. “Alguns fizeram uma parceria e estão tocando na banda ‘Identidade Zero’, que toca rock e usa o instrumental dos meninos da Cruzeiro do Sul. Eles têm se apresentado por toda a região e é um jeito de continuar com a música”, afirma Rui César Sombrio.

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