Segurança
Textos: Redação Fotos: Lucas Jorge
Bancos na mira de criminosos
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Agências bancárias continuam sendo alvo constante de quadrilhas especializadas neste tipo de assalto e os chamados “cofreiros” lançam mão de vários recursos para burlar a segurança. Um deles é “enganar” o sistema de alarme dos bancos. Era o caso de uma quadrilha presa no início desta semana em Criciúma.
“Eles entram nas agências antes de elas fecharem e tampam os sensores de alarme. Então, quando a agência fecha, o alarme continua como se ela estivesse aberta”, explica o delegado Vítor Bianco Júnior, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma.
“Eles fazem isso em muitos bancos. O que não disparar o alarme eles vão e tentam arrombar os caixas eletrônicos”, continua a autoridade policial. Ele contou que, só no último dia 20, após rondas durante a madrugada, foram constatados cinco disparos de alarmes de bancos da região. Segundo Bianco, a artimanha foi usada pela quadrilha de “cofreiros” detida na última semana.
Para o delegado, medidas de segurança precisam ser tomadas, tanto pelos bancos como pelos clientes que vão às agências. “O banco possui essas formas de segurança que infelizmente em algumas vezes são burladas. E quem vai ao banco e é assaltado geralmente é por descuido, por não cuidar de como está levando o dinheiro”, afirma.
Cuidados com a segurança pessoal
A reportagem do Clicatribuna foi até a porta de algumas agências bancárias de Criciúma e perguntou aos clientes como eles procuram se proteger. “Eu procuro, sempre que vou sacar dinheiro ou até depositar, não levar nada nas mãos. Tento colocar nos bolsos ou na carteira, que é pra não ficar tão visível o que a gente está fazendo. Nunca se sabe quem está por perto”, considera o atendente de supermercado Marcos Cezar Rodrigues.
A aposentada Maria da Graça Nunes já arranjou um jeito de não ter seu “dinheirinho” levado por ladrões. “Uma vez me levaram a bolsa com o meu aposento. Agora eu não deixo mais dentro da bolsa não, e também não vou te falar onde eu escondo, né? Vai que me roubam de novo e já sabem onde está”, diz, rindo, a aposentada.






