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Economia

terça | 22/11/2011 11:19:00

Textos: Redação Fotos: Renan Medeiros

Aumento do mínimo trará pouco impacto ao bolso do trabalhador

Aumento do mínimo trará pouco impacto ao bolso do trabalhador Ampliar Imagem

O Governo Federal anunciou, nesta segunda-feira, que o salário mínimo passará a ser de R$ 622,33, a partir de 1º de janeiro de 2012. Isso significa um aumento de R$ 77,73, que equivalem ao preço atual de 47 litros de leite, 28 pacotes da famosa “bolacha da vaquinha”, 55 quilos de arroz ou, até mesmo, quase dois ingressos para jogos do Tigre.

O economista e professor da Unesc Jorge Antônio Marcelino, entretanto, alerta que o aumento do poder de compra pode acarretar em consequências negativas para as classes mais baixas.

“Quem ganha um salário mínimo é quem gasta tudo o que ganha e, às vezes, até mais, apenas com o que é necessário. Se a renda dessas pessoas aumenta em 15%, por exemplo, ela geralmente passa a gastar 20% a mais. Com esse aumento, o trabalhador não vai quitar as dívidas ou poupar. Ele vai é criar mais dívidas”, adverte Marcelino.

Segundo o economista, se o poder de compra vai aumentar ou não dependerá da política adotada pelo Governo. “Se a ideia é gerar empregos e movimentar a economia, o acesso ao crédito é facilitado. Aí se cria um cenário positivo, expansionista. Só que como o trabalhador fica mais disposto a gastar, os preços aumentam, gerando mais inflação e mais dívidas”, explica. “É um ciclo vicioso”, conclui.

A aposentada Ana dos Santos Medeiros, moradora do Bairro Próspera, em Criciúma, estava fazendo compras quando conversou com a reportagem do Clicatribuna. Ana afirmou que a mudança do salário mínimo pouco influenciará nas finanças da família. Ela considera que, mesmo com o reajuste, o valor do mínimo continua sendo baixo.

“Para quem vive com o salário mínimo é complicado. Por mais que a pessoa leve uma vida simples, consumindo pouco, ela passa por dificuldades”, avalia a aposentada. “Para os idosos mesmo, a situação é ainda mais difícil, porque às vezes, por problemas de saúde, é necessário comprar alimentos especiais, que são mais caro. Acho que o salário mínimo deveria ser mais justo”, lamenta.