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Textos: Redação Fotos: Divulgação
Associação Coral de Criciúma completa 46 anos nesta quinta
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Esta quinta-feira é um dia especial para a Associação Coral de Criciúma, que completa 46 anos de fundação. Para um dos fundadores, Francisco Faraco, a existência do grupo, que hoje conta com 40 componentes, é motivo de alegria para todos.
“Às vezes alguém chega em casa do trabalho um pouco cansado, aí vai ao ensaio e parece que aquilo repõe as nossas energias”, relata. Dos fundadores, ainda atuam no grupo Francisco Rossi, Benvinda Sá e Faraco, que lembra bem do início de tudo.
“Em 1965, veio um coral da UFSC de Florianópolis se apresentar aqui. E aquilo encantou a todos. Então o povo se perguntou: ‘por que não fazer isso aqui?’. Foi quando reunimos todos os interessados e conversamos com o maestro Arlindo Junkes, que aceitou fazer parte do nosso grupo”, lembra Faraco. “Ele foi nosso maestro até junho de 1968, quando entrou o Zé do Mato, que ficou até 2000”, acrescenta.
O coralista ainda lembra da estreia do grupo. “Nossa primeira apresentação foi ali na galeria Benjamin Bristot, onde na época funcionava o City Clube. Foi tudo transmitido ao vivo pela Rádio Difusora de Criciúma”, explica, retirando uma lembrança daquele tempo atrás da outra. “Não só lembro da primeira apresentação, mas também da primeira música, que foi Uirapuru”, conta Faraco.
Livro deve ser lançado no cinquentenário
“Nesses 46 anos fizemos muitas viagens, participamos de muitos eventos em quase todos os estados do Brasil. Também fomos para outros países, como Uruguai, Argentina, Paraguai e Chile”, cita o fundador. “Por muitas vezes tivemos que fazer rifas, pedir ajuda à comunidade para bancar as viagens”, afirma. De acordo com ele, a associação ainda deve continuar na ativa por muito tempo. “O futuro é um pouco incerto, porque não dependemos só da gente. Recebemos um convite de um grupo do Chile, que veio aqui no Festival Internacional, para irmos lá em 2012. E vamos”, frisa Faraco.
O grupo continua forte e tem uma meta que, agora, parece tangível: chegar aos 50 anos de atividades e lançar um livro contando a história da associação. “Espero que isso realmente aconteça e eu quero estar lá nesse lançamento”, revela Faraco, que tem uma convicção no meio de tantas incertezas quanto ao futuro: assunto para preencher as páginas não vai faltar.






