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Segurança

quarta | 08/02/2012 01:51:00

Textos: Talise Freitas Fotos: Arquivo Rodrigo Medeiros

Assassino de Kenefer é transferido

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Com o objetivo de garantir a integridade física de Diego do Nascimento Burin, 25 anos, foi realizada a transferência dele da Penitenciária Sul, em Criciúma. O homem, que estuprou e matou a menina Kenefer Maria de Jesus Guimarães, de sete anos na época, cumpre a pena de 38 anos na Penitenciária de Curitibanos por tempo definitivo. A unidade prisional do Planalto Serrano é a única do estado que oferece ala exclusiva aos apenados por crime sexual.

Segundo o diretor da Penitenciária Sul, Deivison Querino Batista, Burin não apresentava nenhum tipo de problema no complexo, sendo considerado de bom comportamento. “A medida foi preventiva. Ele até então estava isolado e não tinha nenhum tipo de contato com outros detentos. Não temos também conhecimento se ele era alvo de ameaças dos outros presos. Nunca ouvimos nenhum tipo de ameaça de represália dos demais contra ele”, revela Batista.

Estupro: inaceitável
pela massa carcerária


O detento que cumpre pena por crime sexual não é aceitável da massa carcerária. Burin foi o único recluso a aguardar julgamento na penitenciária, já que a unidade é apenas destinada a quem já recebeu a condenação pela Justiça, para manter a integridade física dele, pela repercussão do caso.

“O Departamento de Administração Prisional, o Deap, ficou a cargo da transferência. Próximas decisões em relação a outros procedimentos ao cumprimento da pena dele, é de responsabilidade do juiz da Vara de Execuções Penais”, reforça o diretor do complexo.

Conforme assessoria da 1ª Vara Criminal de Criciúma, que realizou a condenação de Burin, não há novidades sobre o pedido de recurso do advogado dele, Carlos Rodolpho Pinto da Luz. O advogado defende que houve apenas o crime de estupro seguido de morte. Burin foi condenado por estupro e homicídio triplamente qualificado em júri popular sob responsabilidade do magistrado Marlon Jesus Soares de Lima, em 29 de novembro do ano passado no Fórum de Criciúma.

O caso

Kenefer Maria de Jesus Guimarães foi levada para um matagal, situado no Bairro Floresta 2, em Criciúma, pelo condenado. Ele estava retornando da festa da empresa em que trabalhava, em 1º de maio de 2010, quando, ao ver a vítima brincando na rua, parou a moto e a levou na garupa até o local. Burin estuprou a menina, a asfixou, e após a morte, pendurou o corpo com a calça de moletom da própria vítima em um alambrado. Dia 21 de julho do mesmo ano, a Polícia Civil o apresentou como sendo autor do crime. Na delegacia, o jovem confessou o ato, disse que tinha ingerido bebida alcoólica e cheirado cocaína, e que pendurou o corpo para ter certeza da morte. Burin conhecia a família de Kenefer. A mãe dele é madrinha da vítima e o filho, um menino de seis, costumava brincar com ela. Era casado, não tinha passagens criminais e trabalhava desde os 18 anos na mesma empresa.