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Economia

sábado | 04/09/2010 09:13:00

Textos: Redação Fotos: Liana Fernandes

As vagas estão disponíveis, mas cadê o trabalhador?

As vagas estão disponíveis, mas cadê o trabalhador? Ampliar Imagem

Basta percorrer alguns órgãos como o Sine (Sistema Nacional de Empregos) para perceber que sobram vagas no mercado de trabalho da região. A maior carência está nas áreas de construção civil e confecção. O acúmulo chega a mais de 500 postos só em Criciúma.

No município, o Sine disponibiliza cerca de 590 vagas, nos mais variados setores. “Não é que as pessoas não vêm procurar, até tem procura, mas a falta de experiência e qualificação são fatores que não permitem o preenchimento das vagas”, explica o técnico administrativo Itamar Dagostim.

A dificuldade de mão-de-obra especializada é grande também em Içara. No Sine do município, estão abertos 134 tipos de cargos. Desses, alguns chegam a disponibilizar de cinco a dez vagas, aumentando ainda mais o percentual.

A coordenadora Elen Barrangone diz que as empresas chegam a cobrar deles o preenchimento das vagas, mas que a falta de qualificação faz com que as pessoas nem procurem mais o Sine.

“Vejo um desinteresse por parte da população, e infelizmente não podemos permitir que pessoas sem experiência preencham as vagas. Outro fator que observei é que, quando há qualificação, eles exigem melhores salários, daí normalmente não ficam satisfeitos com o que temos disponível”, conta.

Débora da Rosa está desempregada há cinco meses, e já foi algumas vezes ao Sine, mas suas visitas foram frustradas. “A minha falta de experiência é que foi fator principal para não conseguir preencher as vagas disponíveis. Estou fazendo curso, mas conhecimento apenas não basta”, diz. Ela procura uma vaga como recepcionista.

 
Horário de atendimento modificado

 

O Sine de Criciúma mudou de horário e agora fará o atendimento ao público das 13h às 19h. Em Forquilhinha também houve alteração: o posto atenderá das 12h às 18h.