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Opinião

sábado | 24/09/2011 06:00:00

A lição do Brasil para o mundo: desenvolver e incluir!

| Luci Choinacki | Deputada Federal PT/SC

O anúncio de que a maior economia do planeta, os Estados Unidos, tem um enorme exército de pobres surpreendeu o mundo. São 46,2 milhões de pessoas, 15% da população norte-americana, que vivem na zona de pobreza. Esse é o mais alto índice já registrado, desde o início da coleta de dados, em 1959. Outros 2,6 milhões de americanos caíram abaixo da linha da pobreza, no quarto ano consecutivo de crescimento.
O aumento do desemprego e da exclusão social no mundo é resultado do aclamado modelo neoliberal americano que reduziu a influência do Estado na economia, voltada à ampliação da liberdade de mercado e lucro, causando a redução de direitos sociais, levando, à marginalidade social, milhares de pessoas. O neoliberalismo é uma doutrina político-econômica que representa uma tentativa de adaptar os princípios do liberalismo econômico às condições do capitalismo moderno. Com isso, temos o aumento do desemprego, da exclusão social e da pobreza. Desde os inícios dos anos 80, batemos na mesma tecla: somos contra o neoliberalismo, uma palavra que ficou marcada nas mobilizações sociais em nosso Brasil e que a direita sempre elevou ao mais alto pedestal, em que muitos sempre afirmaram que a livre disputa de mercado, visando o lucro e a implantação do Estado Mínimo, era o futuro de nosso país.
Quando da eleição do presidente Lula e de vários governantes que possuíam uma visão mais humana e solidária da economia, trouxe para a América Latina uma condição ímpar para enfrentar uma crise financeira que levou os Estados Unidos e parte da Europa a uma grande recessão. Um exemplo é a Espanha, onde a taxa de desemprego é de 18,5%, porém, entre os espanhóis de 15 a 24 anos, ela sobe para 37%, segundo dados do Eurostat, o Departamento de Estatísticas da União Européia.
Os povos latino-americanos com uma visão progressista têm proporcionado o desenvolvimento econômico, mas gerando empregos e distribuindo renda e, assim, fortalecendo um projeto de integração de nações, mas garantindo a soberania desses países e respeito a suas democracias e cultura. No Brasil, temos um exemplo desse desenvolvimento econômico com justiça social com o Governo como indutor: o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 3,5% ao ano entre 2003 e 2006; 4,6% entre 2006 e 2010; e alcançou 7,5% em 2010, e 30 milhões de pessoas entraram na classe média.
Segundo dados do Ipea, a política de reajuste do salário mínimo, que garante acréscimos reais de renda (acima da inflação), mantida pelo Governo Lula, bem como o efeito gerado pelo programa Bolsa Família, foram fatores determinantes para a retirada de 18,3 milhões de brasileiros da linha de extrema pobreza e de pobreza no período de 2004 a 2009. Segundo o estudo, a parcela da população que vivia com renda menor que um salário mínimo caiu de 71% para 58%. Agora nossa presidenta Dilma lançou um desafio maior ainda com o programa ‘Brasil sem Miséria’, que demonstra, na prática, a sensibilidade de Governo de esquerda, que entende a importância do papel do Estado em um país em desenvolvimento, com responsabilidade com seu povo, buscando sempre o equilíbrio entre desenvolvimento e justiça.