Opinião
A economia verde como modelo de desenvolvimento sustentável
| Décio Escobar de Oliveira Ladislau | Economista, Mestre em Ciência Ambientais
Uma economia verde é aquela que resulta na melhoria do bem-estar humano e equidade social, reduzindo significativamente os riscos ambientais e rupturas ecológicas. Uma economia verde é um modelo de desenvolvimento econômico ou economia com base no desenvolvimento sustentável e um conhecimento de economia ecológica. Sua característica mais distintiva dos regimes econômicos atuais é a direta valorização do capital natural e os serviços ecológicos terem um valor de economia, além de um regime de contabilidade de custo total em que os custos exteriorizados na sociedade através de ecossistemas são confiavelmente traçados e contabilizados como passivos da entidade que faz o mal ou negligencia o ativo. Nos dia 11 e 12 de outubro de 2011, em Copenhagem, Dinamarca, ocorreu o Fórum do Crescimento Econômico Global Verde (3GF). A conclusão obtida neste primeiro fórum é de que as economias com base na tecnologia verde são a única forma de garantir um futuro viável economicamente. Este fórum busca clarear as decisões para o futuro da humanidade, garantindo um desenvolvimento econômico sustentável. Busca definir o tom e oferecer um espaço para líderes econômicos do mundo desafiarem o pensamento convencional e encontrarem novas vias verdes para o crescimento. Somente em conjunto os governos podem promover as decisões que farão com que todos nós sejamos vencedores da revolução industrial verde do amanhã. Duzentos participantes de 27 países e cinco continentes participaram do evento, que contou com a participação do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, o primeiro-ministro da Etiópia, Meles Zenawi, o primeiro-ministro do Quênia, Raila Odinga, 12 ministros e vice-ministros de diferentes países, cinco líderes de organizações das Nações Unidas, 50 líderes corporativos globais, líderes de organizações da sociedade civil e os maiores especialistas do mundo. Os setores de destaque como elementos-chave para uma revolução verde são o de energia, transportes, comércio e finanças, e o caminho a seguir, como se afirmou durante o fórum, são as parcerias público-privadas nas áreas de biocombustíveis sustentáveis para a aviação civil, comércio internacional verde, contratos públicos ecológicos globais e um maior investimento na busca de uma maior eficiência energética e energias renováveis. O 3GF foi desenvolvido em associação com o Global Green Growth Institute e formou-se como uma parceria público-privada entre um grande número de empresas e organizações internacionais. As iniciativas discutidas este ano serão revisitadas no próximo ano, quando o segundo Fórum será realizado na Dinamarca, nos dias 9 e 10 de outubro de 2012. O atual momento exige que as empresas e os empresários se tornem cada vez mais aptos a compreender e participar das mudanças estruturais que abrangem os aspectos econômicos, ambientais e sociais. As companhias deverão ser incentivadas pela Administração Pública a gerenciar seu sistema produtivo de tal forma que se evite a ocorrência de impactos ambientais e sociais, por meio de estratégias apropriadas. Nos últimos anos houve progressos surpreendentes na área de gerenciamento ambiental. Mais recentemente, o mesmo ocorreu quanto à conscientização sobre a responsabilidade social e a crescente compreensão dos desafios de se produzir sustentavelmente, mas há ainda um longo caminho a ser percorrido, felizmente já estão sendo dados os primeiros passos.






