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Textos: Denis Luciano Fotos: Arquivo
A campanha que debate a saúde
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O Brasil vivia um período de transição política, os anos de chumbo estavam acabando e os ares democráticos começavam a soprar. E a opinião pública absorvia a ideia da Campanha da Fraternidade de 1984. A ideia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, de debater a saúde, criou o ambiente que culminou com a criação do Sistema Único de saúde.
Exatos 28 anos depois, a saúde volta à pauta da Campanha da Fraternidade, lançada nesta semana pela CNBB. "A ideia da Igreja Católica não é criticar o SUS, mas sim nutrir um pensamento mais aprofundado e humanista da saúde, seja das iniciativas individuais, seja das políticas de gestão da área", argumenta o administrador diocesano da Diocese de Criciúma, padre Wilson Buss.
Gestor da saúde pública municipal de Criciúma, o secretário Sílvio Ávila Júnior tem uma definição sobre o momento do SUS. "É um filho que foi abandonado pelos pais, a União. Daí está sendo criado pelos tios, os Estados e municípios, que estão sobrecarregados".
Ávila entende que o desafio futuro do SUS é vencer os gargalos na média e alta complexidade e saber aproveitar melhor a rede de saúde da região. "É necessário uma revisão de responsabilidades", pondera. O secretário entende que os médicos deveriam ser concursados públicos federais, e fazer carreira a partir dos pequenos para os grandes municípios.
A região de Criciúma tem uma característica muito comum e que permite um salto na qualidade do atendimento. "Como a cidade de Criciúma tem todos os serviços acaba atendendo vários outros municípios. Assim, temos leitos ociosos nos hospitais da região que poderiam ser aproveitados", comenta.
A Diocese de Criciúma está distribuindo 32 mil cartilhas entre as paróquias com um Manual da Campanha da Fraternidade. "É uma síntese para que as famílias tenham acesso aos nossos propósitos", informa o padre Wilson Buss. "Vamos trabalhar o tema da campanha nas manifestações litúrgicas, grupos de catequese e de jovens e no ensino religioso. Não vamos ficar só nas igrejas, mas tentaremos levar esse debate aos ambientes escolares".






