Adelor Lessa
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Política
"Jornalista é um incômodo. E é assim que deve ser. Se não for, não é jornalista". (Ricardo Noblat)
Presídio não pode mais estar no meio do bairro Santa Augusta
Mais uma fuga, seguida de rebelião, no presídio. E mais uma madrugada de pânico no bairro Santa Augusta, Criciúma. De repente, o silêncio foi rompido por tiros, sirenes, gritos, pedidos de socorro, carros em alta velocidade. E as ruas foram tomadas pelos moradores "vizinhos" do presídio. Na hora da fuga, os presos pularam o muro para casa de um dos vizinhos. Ele teve que acionar o alarme e avisar a polícia. Que agiu rápido e impediu a fuga em massa. Mas, e o risco? Daquele e de outros vizinhos! Quando foi construído, faz pelo menos três décadas, o presídio estava numa área isolada. Não havia residências próximas, nem indústrias. Hoje, a região está totalmente ocupada. As crianças passam na frente do presídio para ir para a escola. Mulheres, jovens e idosos, cruzam por ali à noite para ir para casa. É perigo constante! Ninguém sabe quando será a noite de rebelião, e como será o desdobramento. Não faz muito tempo, um preso tentou fugir, foi flagrado, e se "enfiou" nas casas da vizinhança. Passava de uma para outra. Com as pessoas em casa, e a polícia atrás, tentando pegar, armada até os dentes. Risco iminente de tiroteio. Ainda mais que este presídio não é tão seguro, porque não tem estrutura para isso. E são quase 800 presos, para 400 vagas. Um barril de pólvora, pronto para explodir a qualquer momento, no meio das casas, e das pessoas. Mudar o lugar do presídio, de uma hora para outra, não é fácil! Tem de ser bem pensado, planejado. Mas já passou do tempo!
Primeiro sinal
Eduardo Moreira, vice de Raimundo Colombo, em campanha no Sul do estado desde ontem, já deu o recado direto aos tucanos dissidentes (como Salvaro): "Estão provocando demais nossa paciência. Se Serra despencar também em Santa Catarina, será tarde".
Procurado
Dalírio Bebber, ex-presidente e fundador do PSDB catarinense, vai se reunir com o prefeito Clésio Salvaro na próxima semana, em Criciúma, para tratar da sua intenção anunciada de apoiar Ângela Amin. Dalírio, primeiro suplente de Luiz Henrique na disputa ao Senado, disse ontem que ainda não acredita que Salvaro esteja realmente disposto a fazer isso. Prefeito acertou com Ângela que fará o anúncio no dia 9.
Prejuízos
Dalírio disse ontem à noite que a sua agenda já prevê compromissos no Vale do Araranguá a partir de terça-feira, e por isso vai aproveitar para procurar Salvaro em Criciúma. Disse que nem avalia possíveis desdobramentos, pois não acredita que isso acabe realmente acontecendo. Mas Paulo Bauer, candidato ao Senado pela tríplice aliança, disse que a ida de Salvaro para o palanque de Ângela deverá produzir prejuízos na sua campanha e na de Serra.
Do Voto Regional
Márcio Meller, Criciúma, por e-mail: "E como fica a declaração de Alvaro Arns, ex-presidente da Acic, a favor do Paulo Bornhausen? Se políticos e empresários não dão o exemplo, como esperar que o eleitor abrace a ideia?"
Jair J. de Campos, Criciúma, por e-mail: "Nossos políticos estão mais preocupados com os seus bolsos e suas imagens, ao invés de se preocupar com o crescimento da região. Se todos, independente de partidos, se unissem pelo crescimento da região, não estaríamos perdendo receitas, empresas e etc para outras regiões".
Antonio Pescador, Criciúma, por e-mail: "Esse negócio de voto regional não funciona. Não temos nem fidelidade partidária. Temos um número infinito de partidos, e alguns partidinhos que só colocam candidatos para se encostar nos grandes. Se vendem em troca de cargos. Não adianta vir com voto regional na hora de campanha. Os candidatos têm que mostrar serviço na região para depois cobrar dos eleitores".
Sem compromisso
Vereador João Fabris, PMDB, confirmou ontem que, se estivesse na sessão de segunda-feira da Câmara, votaria pela derrubada do veto do prefeito ao projeto que pretendia repassar 5% da receita do Rotativo para projetos de combate às drogas. Disse que já tinha anunciado isso. Mas, foi ao Rio de Janeiro porque o prefeito pediu para ele "ajudar" em audiência no BNDES. Garante que não sabia que a matéria seria votada naquela sessão. Mas, em três semanas, a matéria estava na pauta em todas as sessões.
Nada amarrado
João Fabris também garantiu que não tratou com o prefeito Salvaro da eleição do próximo presidente da Câmara. Jurou que não teve nada disso. Porém, há especulações, na Câmara, de que João teria faltado à sessão e ajudado o prefeito a manter o veto ao projeto do Rotativo porque o Paço sinalizou que poderá apoiá-lo para presidente.
Da área
João foi o único vereador que não é da base de aliados do prefeito que faltou à sessão. E faltou só um voto para derrubar o veto. Mas, também merece citação a ausência do vereador Pastor Jeves, PDT, aliado do prefeito. Afinal, o combate às drogas é uma das principais "bandeiras de luta" do mandato do vereador. E o autor do projeto, vereador Ricardo Strauss, é do seu partido, o PDT.
Amigo
Governador Pavan, pelo Twitter, acabou de uma vez por todas com a briga pela paternidade da obra na Serrinha, Siderópolis. Escreveu ontem pela manhã: "A obra na Serrinha tem o DNA do deputado Comin". E nada mais foi dito, ou perguntado!
Fato e versão
Continua funcionando a pleno a "oficina de transformação" de versão em fato, no Paço. Ontem, foi repassada a informação de que o prefeito demitiu um "aliado" porque foi flagrado fazendo "serviço particular" na hora do expediente. Na verdade, o servidor foi demitido porque foi fotografado fazendo campanha para o candidato do prefeito a deputado, com carro da prefeitura, no horário de trabalho. E fotografado pela vereadora do partido do prefeito que foi líder do seu governo na Câmara de Vereadores até o primeiro semestre deste ano. Ela foi quem fez (e espalhou) a denúncia.
Mais um
Na semana passada, o Paço também fez chegar ao cidadão comum pagador de impostos que deu "aviso prévio" para a empreiteira contratada para fazer a obra na Rodovia Luiz Rosso. "Não cumpriu contrato, é dispensada", foi dito. O que não foi mencionado é que esta posição firme só foi adotada depois que o Tribunal de Contas "escalou" uma comissão de técnicos para fazer auditoria na obra (porque envolve recursos do Estado). E, por coincidência (ou não), a "missão" dos técnicos do Tribunal foi suspensa logo depois que o Paço fez saber que "quebrou os pratos" com a empreiteira.
Só para assinar
Deputado Valmir Comin, com o prefeito de Siderópolis, Douglas Warmling, e o secretário Regional Luiz Fernando Cardoso, estavam ontem na sede do Deinfra, em Florianópolis, acompanhando a definição da empreiteira que vai fazer a obra na Serrinha. Definida a Confer, de Criciúma, governador Pavan avisou, por telefone, que virá a Siderópolis na primeira quinzena de setembro para entregar a ordem de serviço.
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