Adelor Lessa
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Política
"Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não é um fim, mas uma consequência"
(Léon Tolstoi)
Salvaro anuncia que vai ser grato com quem o ajudou a ser prefeito
O prefeito Clésio Salvaro, PSDB, recebeu registro especial do presidenciável José Serra no evento de ontem, na Fiesc. Serra citou nominalmente o prefeito de Criciúma, que estava na plateia, e pediu para, em seu nome, cumprimentar os demais prefeitos e líderes municipais. Mas foi visível a relação "fria" dos líderes da tríplice aliança com Salvaro. Mal o cumprimentaram. O candidato a governador Raimundo Colombo, DEM, foi o que mais falou com ele. Mas também foi muito rápido. Só o tempo de dizer: "nós temos que estar juntos". E seguiu adiante, com a comitiva que acompanhava Serra na entrada da Fiesc. Durante a palestra de Serra, no entanto, o prefeito disse para o jornalista Paulo Alceu: "Vou ser grato nesta eleição com os que me ajudaram a ser prefeito". Uma referência aos líderes do PP, que têm Ângela Amin como candidata ao governo. Mas ele não avançou o sinal. Ficou nisso. Ainda deixou nas entrelinhas. Só foi explícito ao anunciar a instalação, nos próximos dez dias, de um comitê "suprapartidário" para a campanha de José Serra em Criciúma. Salvaro foi à Fiesc ontem com o seu vice, Márcio Burigo, PP. De lá, voltou para Criciúma. Não acompanhou Serra no restante da agenda. E por isso não viu quando dois ovos foram jogados no presidenciável tucano, quando visitava o mercado público, em Florianópolis. Mas, por sorte, o atirador era ruim de pontaria.
Apertado
Líderes da tríplice aliança anunciam para semana que vem uma verdadeira "blitz" sobre o prefeito Salvaro. Até como resultado da passagem de Serra pelo estado, e os relatos que ouviu. Um deputado do primeiro time da tríplice aliança disse ontem: "Ele está sendo pressionado por todos os lados". Na próxima quinta-feira, Luiz Henrique, Raimundo Colombo e Eduardo Moreira, e comitiva, baixam na cidade.
Ausência
Eduardo Moreira foi a ausência notada no evento de José Serra na Fiesc, e na agenda em Blumenau. Ele ficou no Oeste, onde estava até o dia anterior com Raimundo Colombo, e de lá fez reuniões no Meio-oeste e terminou o dia em São Joaquim. Não aceitou viajar de carro durante a madrugada para Florianópolis, como fez Colombo, por causa do mau tempo.
Outro
A ausência mais notada, e anotada, foi a do governador tucano Leonel Pavan. Na primeira viagem ao estado do candidato a presidente do seu partido, ele sai, menos de uma semana antes, para uma viagem sem nenhuma importância ao exterior. Que não mudaria nada, se ela fosse feita 15 dias depois, ou dois meses. Serra teria reclamado a aliados, em privado, a ausência do governador.
Apoio
Em Blumenau, José Serra recebeu manifestação de apoio do prefeito de Itajaí, Jandir Belini, PP. É o prefeito da principal cidade governada pelo PP no estado. Para o governo, Belini é Ângela.
Bateu pesado
José Serra foi duro com o governo Lula ao tratar da BR-101, na Fiesc. Disse que o atraso nas obras é por "falta de vontade política" do governo. Prometeu tratar a obra como prioridade, dar atenção pessoal ao assunto e resolver nos primeiros meses de eventual mandato.
Apagão
José Serra também disse que o país já vive um "apagão aéreo" e que a Infraero é a pior empresa pública do país.
Números
Enquanto Serra fazia campanha em Santa Catarina, a Band TV divulgava nova pesquisa de intenção de voto, com Dilma Rousseff à frente (8 pontos percentuais). Pesquisa feita pelo Instituto Vox Populli. Dilma 41% x Serra 33%.
Índio vem
Deputado Paulo Bornhausen anunciou que vai trazer o deputado Índio da Costa, vice de Serra, a Criciúma. Será no início de agosto. Vai levá-lo também a Joinville, Blumenau e Florianópolis. Paulinho é amigo e vizinho de apartamento de Índio. Seu pai, ex-senador Jorge, foi um dos responsáveis pela escolha de Índio como vice.
Segurança
Um professor da Unesc saiu de casa nesta semana às 17h30min, voltou 45 minutos depois, e tinham feito a "limpa". Encostaram uma "perua" e levaram praticamente todos os equipamentos e utensílios domésticos. Foi até o computador onde tinha trabalhos e projetos da universidade. Pelo que ouviu dos vizinhos, responsáveis foram uma mulher e um adolescente. Só os dois. Provavelmente estavam de "campana", só esperando o momento certo. O relato é mais ou menos o mesmo de tantos outros ouvidos diariamente em Criciúma. A insegurança está crescendo de forma assustadora. O bairro Michel, antes seguro e calmo, hoje tem arrombamentos em série. A cidade já tem sequestro relâmpago e ameaça de sequestro. Comerciantes trabalham apavorados. Alguns já perderam a conta dos assaltos. Situação está grave como nunca.
Vai baixar mais
Está na mesa do governador Leonel Pavan, pronto para ser assinado quando ele voltar do exterior, decreto que vai baixar ainda mais o ICMS sobre combustíveis para o setor de aviação. Vai passar de 17% para 4%. Governador Luiz Henrique já havia feito uma redução, o que viabilizou a vinda da Trip para o aeroporto Diomício Freitas. Benefício será específico para empresas regionais, que operem com voos até 120 lugares. Pode facilitar a vinda de outras empresas para operação no Diomício Freitas.
Da briga
A briga no PSDB de Criciúma entre os grupos de Dóia Guglielmi e Tati Teixeira virou uma guerra de informações. Ontem, os aliados de Dóia Guglielmi "plantaram" a informação que o PSDB de Timbé do Sul está fechado com ele. Os aliados de Tati reagiram. Disseram que boa parte do diretório está com ela.
Poluição
A campanha que a Rádio Som Maior colocou no ar sobre o uso exagerado da "buzina" é um chamado à reflexão sobre poluição sonora. E a cidade que pretenda oferecer boa qualidade de vida aos cidadãos deve combater qualquer tipo de poluição. A sonora, a visual, e também a poluição por rejeitos, entulhos e coisas velhas jogadas nos rios, em terrenos baldios e na beira de estradas. O Anel de Contorno Viário, por exemplo, está virando uma espécie de lixão público. Tem de tudo às margens da rodovia. As pessoas querem se desfazer de alguma coisa que não cabe no saco de lixo que o caminhão pega na frente da casa, e vão jogando por aí. Sobre isso, recebi sugestão interessante do empresário Jaime Zanatta Filho. Além de aumentar a fiscalização nestes pontos de "desova" de lixo e entulho, e multar os responsáveis, talvez seja o caso de o Poder Público criar áreas na cidade para que as pessoas coloquem entulho e lixo grande, como sofá, fogão e móveis. Enfim, uma espécie de área de descarte. Acontece que em muitos casos, as pessoas jogam na beira da rodovia, no ter-reno baldio ou até no rio, porque não têm onde colocar.
Do aeroporto
Bel Alamini, de Criciúma, por e-mail: "Lendo a tua coluna, vi a nota sobre o cancelamento dos três voos de Chapecó, por causa do mau tempo. O aeroporto foi fechado duas vezes em quinze dias. Mesmo assim, não se ouve falar de campanha para fechamento usando desculpa da neblina. Já aqui, qualquer motivo é motivo para tentar provar que o aeroporto é inviável".
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