Milton Carvalho
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Esporte
Primeira batalha
Não pareceu que o Criciúma estava indo para a primeira batalha. Afinal, um empate ou uma derrota poderia significar o fim do sonho de retornar à Série B. A vitória aconteceu de forma quase hilária, e se levarmos em conta tudo o que ocorreu durante os 100 minutos, o empate deveria ser considerado o resultado mais justo. Se fizermos uma análise criteriosa, o time jogou mal e com exceção do goleiro Agenor, os demais estiveram muito aquém daquilo que se esperava e do que se espera. Mais uma vez, mesmo jogando em casa e vencendo, o time não foi bem e deixou muito a desejar. De qualquer sorte o fundamental foi o resultado positivo, que permite que as esperanças continuem bastante vivas ou quase que praticamente certas para definir a continuidade em busca da Série B.]
O salvador da Pátria
Somadas as chances, os escanteios, as faltas, os chutes a gol, quem mais esteve perto de chegar ao resultado positivo foi sem dúvida o Caxias. Entretanto, há muito que está escrito que quer fazer um bom time tem que iniciar pela contratação de um bom goleiro. E este foi sem dúvida o grande lance tricolor em trazer o goleiro Agenor, sem dúvida o salvador da Pátria. Antes de fazer o gol da vitória, nosso goleiro evitou duas vezes que a bola entrasse, e assim ficou desenhada a partida.
Repensar é preciso
O treinador Argel teve mais sorte do que juízo na vitória contra o Caxias no jogo de domingo, porém, repensar é preciso. É complicado se ver uma defesa, leia-se dois zagueiros, totalmente atrapalhada, sem ter os protetores Charles Vagner e Mica, que não ajudaram na contenção e muito menos na articulação. Também é preciso repensar em relação aos laterais, que também não marcam e também não apóiam.
Roni e Henik
Com a falta de articulação e de uma jogada inesperada é preciso, no mínimo, que Roni, um jogador diferenciado e de técnica apurada, faça parte do banco de reserva e não sendo diferente com o Henik. Não é justo que tenhamos que aceitar que jogadores sem qualificação ocupem os lugares de Roni e Henik.
Um grande equívoco
Fica difícil em certos momentos entender as atitudes de um treinador durante o transcorrer de um jogo de futebol. Se de um lado o treinador do Criciúma, Argel, foi rápido em substituir com correção Marcio Guerreiro, demorou em excesso para colocar Teti e se equivocou em tirar Diogo Oliveira, o grande parceiro do próprio Teti. Carimbar a substituição de Diogo Oliveira é um grande equívoco, afinal, a grande dupla do Campeonato Catarinense formada por Diogo e Teti precisa jogar junto o tempo inteiro.
Números e o futuro
Com seis jogos, três vitórias, um empate e duas derrotas, o Criciúma chegou aos dez pontos. O ataque marcou seis gols e a defesa sofreu apenas e tão somente três gols, com um saldo positivo de três gols, o que poderá ajudar na hora da decisão de uma eventual vaga. Com estes números o Criciúma está com 55,55% de aproveitamento e o futuro quase que praticamente certo na continuidade da competição em busca da Série B.
Reflexão
“Os vinhos são como os homens. Com o tempo, os maus azedam e os bons apuram”. Cícero, filósofo romano.





