Milton Carvalho
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Esporte
Segunda batalha
Saímos em fração de segundos do inferno e fomos para o paraíso. O gol do Lins no final do jogo e as duas espetaculares defesas do goleiro Agenor nos fizeram crer que o céu é o limite. É lógico que nós já perdemos nos minutos finais e, como tal, também é justo vencer nos minutos finais. Vencemos a primeira batalha e a tática foi a mesma aplicada, por estarmos guerreando em nossa casa, onde a vantagem é bem maior do que aquela oferecida ao inimigo. Nas batalhas em casa, temos nos dado muito bem. O grande problema tem sido as batalhas fora de casa, onde guerreamos três vezes, perdemos duas e empatamos uma. As derrotas fora de casa têm sido previsíveis, a partir do momento em que o time deixa o pátio do Heriberto Hülse. Será que neste domingo será diferente? Vamos torcer para que assim seja, pois, mesmo com uma derrota e algumas combinações de resultados, poderemos nos classificar para a próxima fase.
Time travado
É bastante ruim se falar de quem se gosta. No entanto, é impossível se mentir para quem tem conhecimento amplo do assunto e, neste caso, incluímos os torcedores do Criciúma, ou a sua grande maioria. E são muitos que afirmam que não falta esforço, garra ou disposição para os jogadores do Criciúma, porém está faltando futebol e o time não está jogando bem. Está sendo considerado um time travado. A qualificação e a quantificação do plantel, com mais de dois jogadores por posição, não está dando a resposta esperada pela grande maioria que faz parte da vida tricolor.
Torcida: nosso exército
É inegável que todos que vivem o dia tricolor, sofrem, lutam, brigam, elogiam, criticam tudo o que envolve o time quando a bola começa a rolar nos jogos, no Heriberto Hülse principalmente. Hoje, o sofrimento é menor nos jogos fora de casa, em virtude da fatídica Série C não ter televisionamento - e por isto aplica-se o paradigma de que quem está longe dos olhos está longe do coração. Por este e por outros motivos, a mola propulsora quando jogamos é a torcida. A torcida do Criciúma é o nosso grande exército e com ela será possível vencer esta guerra.
Uma grande vitória
Dentro de suas convicções, o treinador Argel não fará as alterações desejadas pela maioria dos torcedores, ou seja, a troca dos laterais por alas, podendo entrar Roni pela direita e Galego pela esquerda. Afinal, como sempre que saímos a derrota tem sido eminente, por que não mudar a característica do sistema? De qualquer maneira, mesmo que entendamos assim, o negócio é esperar um fato novo em Pelotas, ou seja, uma grande vitória contra o Brasil, independentemente dos nomes que vierem a compor o time principal.
Correr para o abraço
Um bom resultado em Pelotas no domingo fará de Criciúma, no final da semana seguinte, uma cidade inimaginável. Nossa cidade, mesmo que ainda na Série C, reviverá os melhores momentos de sua história, nas passagens da Série C para a B e desta para a Série A. E, convenhamos, todos estão a merecer este acontecimento, para depois correr para o abraço em direção à Série B.
Reflexão
"É o sofrimento, e só o sofrimento, que abre no homem à compreensão interior". (Ghandi.)
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