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Milton Carvalho

Esporte

Cada partida será uma batalha

Tendo feito direito apenas o dever de casa, o time do Criciúma está pagando o tributo de ver a sua situação complicada, tendo que jogar sob pressão, em virtude de ter conseguido apenas um ponto dos nove disputados em campos dos adversários. A situação poderia e deveria estar bem mais cômoda, porém de nada adianta agora ir à caça das bruxas, isto porque todos têm uma parcela de culpa, seja ela maior ou menor. O jogo contra o Caxias no domingo, que poderia ser jogado de forma mais "light", terá que ser na pura pressão, onde pequenos erros poderão se tornar fatais e representar a perda de mais um ano, o que convenhamos será uma situação bastante desconfortável para todos. Daqui para frente, cada partida será uma batalha. Alguns poderão morrer prematuramente.

Nomes não importam, futebol sim

O simples fato de o treinador Argel ter definido o nome dos jogadores que serão titulares contra o Caxias é irrelevante. Nomes não importam, futebol sim e é por este motivo que os nomes que comporão o grupo de domingo precisarão jogar mais do que estão jogando, sob pena de comprometerem não só o seu trabalho como também o trabalho da comissão técnica e da diretoria. É preciso jogar mais, não só em casa, mas principalmente fora dela.

Todos na mesma pegada

É importante que todos tenham o mesmo sentimento nesta semana que antecede ao jogo do Caxias e mais especificamente durante o jogo. Todos na mesma pegada. Esta terá que ser a tônica para os momentos que antecedem mais esta batalha. O comprometimento dos jogadores precisa ser maior; a cobrança da comissão técnica terá que ser mais dura e por consequência a diretoria precisará estar antenada a todos os detalhes dentro e fora do campo.

Extravasar, só depois do jogo

Se é verdade que o time não vem correspondendo à expectativa da diretoria, da torcida e da imprensa; nós temos que convir que precisa desde hoje começar a apoiar a todos aqueles que adentrarão ao gramado e ficarão na casamata. A única forma de continuarmos vivos na competição é empurrarmos o time até o homem de preto apitar o final da partida. Extravasar, só depois do jogo, quer seja de alegria ou de tristeza. Esperamos que estejamos no primeiro caso.

E os outros jogos

Se o Criciúma fizer a sua parte, todos temos que torcer para que os demais jogos terminem empatados. Para tanto é preciso que o dever de casa seja bem feito, ainda que cada vez mais os adversários venham com mais sede ao pote. E os outros jogos, sob certo aspecto, serão interessantes em caso do Criciúma vencer o Caxias e de preferência jogando bem.

Anormalidade

Para o time de Argel vencer e convencer no jogo diante do Caxias, precisará estar dentro da anormalidade, pois dentro da normalidade nosso time corre sérios riscos, isto porque tem arriscado muito pouco no que tange às subidas dos laterais, à aproximação dos volantes aos meias e destes aos atacantes. O Criciúma, daqui para frente, volto a repetir, precisará sair da normalidade. O arroz com feijão precisará de mais pimenta.

Reflexão

- Tudo tem seu tempo e até certas manifestações mais vigorosas e originais entram em voga ou saem de moda. Mas a sabedoria tem uma vantagem: é eterna. (Baltasar Gracián)

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