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Hélio Mazzolli

terça | 22/06/2010

Saúde em risco

De acordo com divulgação do governo federal, apenas 47% das crianças até cinco anos tomaram a primeira dose da vacina contra a poliomielite (paralisia infantil). Trata-se de um resultado assustador porque a erradicação do seu vírus ainda não foi concluída no mundo.
Apesar da doença estar erradicada das Américas desde 1994 e na Europa desde 2002, ela ainda persiste na Índia, na Nigéria, no Paquistão e no Afeganistão.
Trata-se de uma doença terrível, que afeta os nervos cranianos que controlam a respiração, a deglutição e a fala, e é especialmente temida por ser uma das formas mais letais.
Até que a pólio seja completamente erradicada, a reimportação é questão de um passeio de avião.
O Rotary Internacional, desde 1985, por intermédio dos seus clubes, tem mantido enorme esforço para a erradicação total. Os rotarianos em 2009 contribuíram com mais de U$ 100 milhões e irão repetir a contribuição no corrente ano, contando ainda com a ajuda de U$255 milhões da Fundação Gates.
Para se manter a erradicação, é recomendável que a vacinação atinja um mínimo de 90% das crianças. Por isso, está-se correndo um sério risco com o pequeno número que se está atingindo no Brasil.
É o caso do governo federal prorrogar o prazo de vacinação no corrente ano, acompanhado de intensa divulgação. Somente dessa forma será possível sensibilizar os pais para a proteção de seus filhos pequenos.
A volta da epidemia, além de provocar um desastre na saúde, necessitaria de enormes investimentos para tornar a eliminá-la.