Beto Colombo
Respeito às crianças
Querido leitor, você já deve ter ouvido a expressão: "Foi mais fácil que tirar um pirulito de uma criança". Realmente, enganar uma criança frágil e indefesa é fácil. Agora, para mim, é digno de pena aquele empresário que tira proveito disso para ganhar dinheiro.
"Deixai vir a mim as criancinhas", disse Jesus, quando seus discípulos quiseram impedi-las de estar com Ele. Muitas de nossas crianças estão com gastrite por ingerir tantas coisas que não dá para chamar de alimentos, a não ser, pelos inescrupulosos.
Eles estão com pressão alta por ingerir sal e gorduras disfarçadas de alimentos. Muitas de nossas crianças estão obesas e, ao mesmo tempo, desnutridas. Respeitem nossas crianças...
As crianças, no meu entendimento, devem estar presentes na nossa vida como uma graça de Deus. É sinônimo de beleza e de paz, para mim, ficar observando um bebê dormindo, uma criança sorrindo. Foi gratidão com meus filhos e nem quero pensar com meus netos.
Li sobre uma certa empresa de alimentos infantis dos Estados Unidos, cuja marca é respeitada, inclusive aqui. De acordo com o texto, vários de seus executivos foram presos e a empresa praticamente destruiu-se por vender o que era basicamente água colorida, chamando-a de suco de fruta para crianças. Imagine você aquele bebê que citei acima sendo enganado por esse tipo de negociata, porque não dá para chamar de empresário.
Outro fato importante para todos nós, empresários, é que devemos tomar cuidado para não privarmos nossos profissio-nais da convivência com seus filhos, como, por exemplo, transferi-los para cidades distantes, nas quais suas famílias não estejam incluídas. Mãe e pai devem ter tempo para ficar junto com seus filhos, por isso não podemos afastá-los do convívio familiar.
Nada irrita mais o público do que uma empresa que não seja consciente de suas responsabilidades com as crianças.
Para quem gosta de Bíblia, está lá em Marcos, capítuo 10, versículo 16: "Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava." Refletindo sobre isso, não tem como não lembrar de minha mãe e da minha infância. Não tem como não se emocionar.
É assim como o mundo me parece hoje. E você, o que pensa sobre respeito às crianças?






