Hélio Mazzolli
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Promessas eleitorais
Os candidatos começam as suas campanhas eleitorais fazendo promessas de ações a serem efetivadas se conseguirem suas eleições.
A tendência inicial é para as obras. E que são ampliadas à medida que forem consolidadas as alianças e o desenvolvimento dos contatos com os eleitores. Mas nem sempre são mencionados os meios pelos quais serão realizadas e de onde irão conseguir os recursos para a sua implementação.
Já em outros campos, as promessas são generalizadas do tipo: criação de emprego e renda; reforma tributária; reforma trabalhista, melhoria na Educação, melhoria na Saúde, na Segurança Pública e assim por diante.
Entendo que as promessas deveriam ser mais explícitas e, se pos- sível, mais pontuais. Por exemplo: eliminação dos tributos sobre o consumo de máquinas e equipamentos; redução do prazo de reclamação trabalhista de cinco para dois anos; redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais; transformar o orçamento numa peça para ser efetivamente executável etc.
Os candidatos ao Poder Executivo assumindo promessas de tais naturezas sabem que, para a sua execução, irão depender da aprovação do Congresso e da Assembleia Legislativa, conforme o caso. E os eleitores mais esclarecidos também o sabem.
Então é importante que os candidatos aos cargos parlamentares também assumam iguais comprometimentos de acordo com as suas respectivas alianças.
Feitos os entendimentos políticos, as promessas pontuais deveriam ser anunciadas no horário da propaganda na televisão e no rádio.
Com tais procedimentos, seria viável o cumprimento das promessas porque os eleitos estariam respaldados com a vontade dos eleitores.
Em outras palavras, podemos dizer que haveria muito mais transparência no processo político brasileiro. Também evitaria tomada de decisões imprevistas, como ocorreu no caso do presidente Collor.
Poderão me dizer que tudo isso é um sonho impossível na cultura brasileira, mas não custa tentar.
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