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Hélio Mazzolli

terça | 10/01/2012

Papel do Executivo

No mundo atual o Executivo tem que se concentrar na gestão. Tem a respon-sabilidade de reconhecer a necessidade da mudança ou aceitá-la. Tem de estar consciente das forças inter-relacionadas e criar condições na organização sobre as quais a mudança de comportamento nos membros vai ocorrer. Deve acrescentar ao seu papel o papel de educador, no sentido amplo. Nesse caso é preciso conseguir o equilíbrio dinâmico. Para conseguir isso ele precisa: minimizar a resistência; conseguir a identificação dos indivíduos com os objetivos da organização; participar ativamente na mudança e do envolvimento com todos os membros e não somente com o chefe ou o dono; conseguir uma aceitação da mudança, ou seja, a prontidão que significa o convencimento de que a mudança é suficiente para a sobrevivência da organização.
Não é fácil lidar com as resistências às mudanças. Em primeiro lugar, tem-se que considerar o aspecto psicológico, provocado pela percepção da situação e da ameaça em que interagem as forças da ambiguidade e da segurança. Os indivíduos são diferentes e percebem as coisas de maneira e formas diferentes. Isso traz uma situação ambígua que leva à insa-tisfação, ao sentimento de insegurança e daí a "ameaça". Enquanto não houver esclarecimento, a mudança será "a ameaça".
A mudança provoca uma ansiedade que, no entanto, poderá ser minimizada com o uso de outras palavras que não trazem reação emocional: treinamento, educação, terapia.
A resistência é inevitável. Podem ser: aberta ou ativa; fechada ou passiva; tartaruga; velada; sutil (que pode desacreditar o novo sistema - sabotagem); boatos.
O executivo tem que esperar resistências e deve estar consciente de que existem remédios, meios e estratégias para evitar ou minimizar a resistência. Como estratégias: 1 - Projeto Técnico - planejamento dos papéis. É necessário usar técnicas de conhecimento de administração, sem as quais será mais difícil evitar a resistência. 2 - Planejamento relativo ao pessoal diretamente pela mudança. É dificílima de ser feita. Mas que pode ser desenvolvida com a comunicação eficiente - tem que ser renovada continuamente; antes, durante e depois.
Para os dois últimos itens de ações estratégicas mencionadas tem-se que levar em conta os fatores psicossociais: percepção; motivação; conflitos; confrontos; interação; integração; diálogo e comportamentos.
Quando se fala em comunicação logo é lembrada a falta de informação. A informação é necessária, mas só ela não basta. Ao lado da parte técnica da informação é preciso a informação pessoal dos papéis e de todas as motivações. Precisa-se atingir mais os papéis.
Sem o convencimento, não existirá longevidade. E à força não se resolve.
O projeto poderá se tornar num feno-menal fracasso com criação de enormes problemas se em uma das fases houver falta de ética.