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Hélio Mazzolli

terça | 04/10/2011

Otimismo saudável

Significativo o resultado da pesquisa da Confederação Nacional da Indústria, indicando um índice de medo de desemprego de 78,7 pontos. O maior medo de perder o emprego indicaria um índice 100. É o melhor resultado desde 1996. Foram ouvidas 2.002 pessoas em todo o país entre 16 e 20 de setembro.
Outro dado novo foi a afirmação do Ministro Mantega feita na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) de que a taxa real de juros para o Brasil é coisa de 2% a 3% ao ano. Ressaltou, no entanto, que caberia ao Banco Central (BC) a administração desse rumo. Mas minha dúvida vai permanecer até a data em que for colocada na mesa a alteração da remuneração da Caderneta de Poupança. Sem isso o tema é teórico.
Aparentemente está-se criando um ambiente de serenidade ante as notícias alarmantes provindas da Europa. Mas os eventos da vida real continuam a formar uma nuvem de dúvidas no horizonte do tempo.
Como era esperado, os trabalhadores estão fortemente decididos a recuperar e aumentar os seus níveis de remuneração, iniciando-se com o pessoal dos Correios e os bancários. Em seguida, teremos os movimentos dos metalúrgicos e dos petroleiros.
Novo patamar da taxa de câmbio deverá ocorrer até o final do ano, o que influirá no comércio exterior, sujeito a alterações de preços, e nos índices de inflação interna.
Os dados do Tesouro Nacional continuam indicando que o Governo está mantendo o crescimento dos gastos acima do crescimento da economia e que o superávit que está sendo conseguido provém do aumento da arrecadação.
Diante de tantas dúvidas e variáveis, o negócio é ir tocando a administração das empresas com o caixa mais reforçado e aproveitando as oportunidades que normalmente surgem nesses tempos de maior incerteza.