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Hélio Mazzolli

terça | 17/01/2012

Organização das atribuições

Uma das formas de o Executivo (G1) conseguir operar uma empresa com produtividade e eficácia é a clara e objetiva distribuição das responsabilidades aos dirigentes e empregados.
Na atualidade sugiro para as indústrias 12 funções sistêmicas como fundamentais e distintas. São elas: vendas (agenciamento), marketing, produção, logística, suprimentos materiais, estoques, recursos humanos, informática, pesquisa e desenvolvimento, tesouraria, contabilidade, planejamento e avaliação.
Considero distintas porque nenhuma dessas funções deverá ser exercida por duas pessoas. Poderá ocorrer que as funções sejam distribuídas geograficamente. Neste caso poderá ser atribuída a responsabilidade a duas pessoas, sendo uma para cada região.
Outro princípio é de que uma pessoa poderá responder por mais de uma função. Claro que essa opção dependerá do tamanho do negócio. Numa empresa o dono, como executivo, responderá inicialmente por todas, simultaneamente. É o caso do microempreendedor individual (MEI).
À medida que a empresa vai crescendo essas funções precisam ser delegadas de forma clara e objetiva. A falta dessa providência resulta numa operação econômica permanentemente improvisada. Pode até funcionar, mas certamente com redução brutal da produtividade e da eficácia.
Um problema que restringe a aplicação desses princípios é a operação que contenha componentes de informalidade. Para esconder do fisco ou da família. Quem opera dessa maneira saber perfeitamente a que estou me referindo. Pode até ganhar dinheiro no curto prazo, mas é insustentável no tempo. Quando quiser vender ou admitir sócios, mesmo familiares, a operação será praticamente devastadora. É diferente do negócio que aproveita da legislação para pagar menos tributos de forma legal. Mesmo "arranhando" a ética empresarial.
O princípio do sistema é que tudo que entra na azienda precisa ter um destino. O mesmo ocorre para o que sai.