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Hélio Mazzolli

terça | 20/07/2010

Lista de candidatos

mazzolli@terra.com.br

OS dois principais candidatos a presidência da república divergem completamente a respeito da reforma eleitoral.
Dilma defende que os candidatos aos cargos proporcionais sejam expostos por lista partidária e que ocorra o financiamento público de campanha. Que só é possível nesse método.
Serra é contra essa opção, defende a Eleição Distrital Mista e é contra o financiamento público de campa- nha.
São fortes as críticas contra a proposta para que as eleições às Câmaras e Assembleias sejam feitas por legenda (partido). Os partidos, de acordo com os números de votos conseguidos, teriam direito a eleger determinado número de candidatos. O primeiro da lista seria o primeiro a ser eleito e assim sucessivamente. A principal argumentação é de que os candidatos ficariam à mercê dos "caciques, chefes ou chefetes" dos partidos e que eles iriam colocar no início da lista os seus "apadrinhados".
O partido político para formar as listas de candidatos deverá convocar os seus filiados para escolherem seus candidatos a deputado federal, deputado estadual e vereador. Essa eleição até que poderia ser chamada de prévia. Aqueles que conseguirem maior número de votos seriam os primeiros das listas. E assim por diante.
Esse processo, acrescido com o entendimento de que os cargos conseguidos de deputado e vereador são do partido e não do candidato, daria mais vida partidária. Os "caciques, chefes e chefetes" para se manterem seriam efetivamente líderes. E para se manterem líderes precisam ter liderados. E para terem liderados precisarão ter credibilidade e competência. Caso contrário, o eleitor se inscreve em outro partido.
As eleições por distritos têm a vantagem de que os eleitos seriam representantes do eleitorado daquela região. Dificilmente seriam representantes de classes, como hoje ocorre. Outra vantagem é de que os eleitos estariam sempre mais perto do eleitorado, tanto para prestar contas de suas atividades como para receber propostas de ações e posições. Não haveria financiamento público de campanha pela dificuldade de sua distribuição aos candidatos. Outra vantagem é que muitos candidatos dos chamados partidos nanicos poderiam ser eleitos no nível muni- cipal.
Qualquer mudança, no entanto, depende da escolha dos senadores e do deputado federal. Sem maioria no Congresso, nada mudará.
Tudo muito simples.